Payrrol: mercado de trabalho americano cria 57 mil vagas; abaixo do esperado

Payrrol: mercado de trabalho americano cria 57 mil vagas; abaixo do esperado

A economia dos Estados Unidos criou 57 mil vagas de empregos em junho, mostram dados do payrrol publicados pelo Departamento do ‌Trabalho nesta quinta-feira, 2. O número mostra uma desaceleração na comparação com maio, quando o mercado trabalho gerou 172 mil vagas de empregos em maio.

O número ficou muito abaixo do esperado pelo mercado, visto que a mediana das estimativas do Broadcast mostrava uma criação de 110 mil vagas de emprego em junho nos EUA. O crescimento do emprego continuou concentrado nos setores de serviços profissionais e empresariais, assistência social e saúde. Em contrapartida, o setor de lazer e hospitalidade perdeu empregos.

O segmento de serviços profissionais e empresariais criou 36 mil vagas em junho. Desde o piso mais recente, registrado em outubro de 2025, o setor acumulou a criação de 172 mil postos de trabalho. A assistência social abriu 25 mil vagas em junho, principalmente nos serviços individuais e familiares (+17 mil). Nos últimos 12 meses, o setor criou, em média, 16 mil empregos por mês.

Na saúde, o emprego continuou em expansão, com a criação de 22 mil vagas em junho, embora em ritmo inferior à média mensal dos 12 meses anteriores (+38 mil). Os hospitais responderam por 9 mil novos postos.

O setor de lazer e hospitalidade perdeu 61 mil empregos em junho, refletindo uma contratação sazonal mais fraca do que o habitual. Até o momento, em 2026, o segmento apresenta pouca variação líquida no nível de emprego.

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Como ficou a taxa de desemprego nos Estados Unidos?

A taxa de desemprego ficou em 4,2%, dentro do esperado pelo mercado era uma taxa de desemprego de 4,3%. De acordo com o Departamento do ‌Trabalho, o emprego continuou em trajetória de alta nos setores de serviços profissionais e empresariais, assistência social e saúde. Já o segmento de lazer e hospitalidade registrou perda de postos de trabalho.

A taxa de desemprego permaneceu em 4,2% em junho, enquanto o número de desempregados ficou em 7,1 milhões. Ambos os indicadores tiveram pouca variação no mês e também em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre os principais grupos de trabalhadores, as taxas de desemprego mostraram pouca ou nenhuma alteração em junho para homens adultos (3,9%), mulheres adultas (3,7%), adolescentes (14,6%) e pessoas brancas (3,6%), negras (6,6%), asiáticas (3,9%) ou hispânicas (5,2%).

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O número de desempregados de longa duração (pessoas sem trabalho há 27 semanas ou mais) permaneceu praticamente estável em 1,9 milhão em junho, mas aumentou em 286 mil na comparação anual. Esse grupo representou 27,3% do total de desempregados.

A taxa de participação na força de trabalho caiu 0,3 ponto percentual, para 61,5%, em junho, enquanto a relação entre população empregada e população total recuou 0,2 ponto percentual, para 59,0%. Ambos os indicadores apresentaram pouca variação ao longo do ano, após os ajustes anuais de controle populacional.

O número de pessoas trabalhando em regime de meio período por razões econômicas permaneceu praticamente inalterado em 4,7 milhões. Essas pessoas prefeririam trabalhar em tempo integral, mas estavam em jornada reduzida porque tiveram suas horas cortadas ou não conseguiram encontrar emprego de período integral.

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Em junho, o número de pessoas fora da força de trabalho que atualmente desejam um emprego permaneceu em 6 milhões. Esses indivíduos não são contabilizados como desempregados porque não procuraram trabalho ativamente nas quatro semanas anteriores à pesquisa ou não estavam disponíveis para assumir uma vaga.

Entre aqueles que estavam fora da força de trabalho, mas desejavam um emprego, o número de pessoas marginalmente ligadas ao mercado de trabalho permaneceu praticamente estável em 1,8 milhão. Esse grupo inclui pessoas que queriam e estavam disponíveis para trabalhar e haviam procurado emprego em algum momento dos últimos 12 meses, mas não nas quatro semanas anteriores à pesquisa. O número de trabalhadores desalentados — subconjunto que acredita não haver vagas disponíveis para eles — ficou praticamente inalterado em 477 mil.

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