Quinze entidades pressionam Lula por reunião de emergência sobre o Rio Tapajós

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A dragagem de manutenção do Rio Tapajós permanece como uma questão em aberto e causa extrema preocupação em diversos setores, diante do risco de um desabastecimento que pode afetar 7,5 milhões de pessoas na região. O tema, já abordado aqui no Radar, não é novidade para o governo federal. A pressão de entidades representativas sobre o Planalto aumenta a cada dia — tanto que quinze entidades acabam de enviar uma carta conjunta endereçada ao presidente Lula, alertando sobre a gravidade da situação.
Entre as signatárias estão a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE). O documento é o 22º a abordar o mesmo assunto, o que demonstra a dificuldade das partes em chegar a um entendimento.
Ao solicitarem uma reunião de emergência com o chefe do Executivo, as entidades lembram que a seca do Tapajós em 2024 isolou mais de nove mil famílias ribeirinhas, impactando o abastecimento de insumos e gerando um quadro de insegurança alimentar. O episódio é resgatado para demonstrar a urgência de viabilizar ações antes que a situação se repita. Além disso, o texto alerta que a inércia pode elevar os preços, gerar desemprego e causar um colapso econômico na região.
A dragagem de manutenção está suspensa devido a protestos de indígenas e comunidades tradicionais, criando gargalos logísticos para o escoamento de safras e insumos. O avanço do fenômeno climático El Niño eleva a chance de uma estiagem prolongada o que agravaria o cenário, colocando em xeque a navegabilidade do rio.
