morre Chicó, nome ligado ao Sesc e ao esporte em Caldas Novas

morre Chicó, nome ligado ao Sesc e ao esporte em Caldas Novas

Morreu em Goiânia Inácio Nominato Gomes, conhecido como Chicó, após complicações de saúde. Ele construiu parte importante de sua trajetória profissional em Caldas Novas, onde trabalhou no Sesc durante as décadas de 1990 e 2000 e ficou conhecido pela atuação ligada ao esporte e pela convivência com atletas, equipes e alunos.

Durante os anos em que esteve no Sesc, Chicó participou da organização de atividades esportivas e teve atuação de destaque na realização da Copa Sesc. A competição reunia equipes e atletas e movimentava o calendário esportivo de Caldas Novas, aproximando o professor de diferentes pessoas envolvidas com o esporte no município.

Chicó trabalhou no Sesc de Caldas Novas e ficou conhecido pela atuação junto ao esporte e aos alunos (Foto: Arquivo pessoal)

O trabalho desenvolvido no Sesc também foi marcado pela produção de espetáculos. Foi nesse ambiente que Chicó estabeleceu relações profissionais que permaneceram na memória de quem trabalhou com ele. Entre essas pessoas está Rani Fleury, que conviveu com o professor durante o período em que os dois atuaram na instituição.

Colega recorda gosto musical e jeito de Chicó

Ao Mais Goiás, Rani contou que Chicó era um homem à frente de seu tempo, muito inteligente e com um gosto musical refinado. Segundo ela, a preocupação do professor com a qualidade das músicas fazia parte dos trabalhos que desenvolviam juntos na produção de espetáculos do Sesc.

Inácio Nominato, o Chicó, é registrado durante evento no Sesc, onde construiu parte de sua trajetória profissional (Foto: Arquivo pessoal)

Os eventos tinham propostas e temáticas diferentes, e Chicó fazia questão de cuidar dos detalhes das produções. “Quando trabalhávamos juntos, ele sempre prezava por uma excelente qualidade musical”, recordou Rani.

Para além do trabalho, a colega também guarda a lembrança de um homem que tratava as pessoas com atenção e sensibilidade. Ao falar sobre a convivência com Chicó, ela resumiu a personalidade dele como a de alguém que era, acima de tudo, muito humano.

“Professor era um ser humano, muito humano”, afirmou.

Ex-aluna lembra carinho de Chicão pelos alunos

A relação de Chicó com o esporte também deixou marcas em quem foi aluno dele. Maria Elisabete conheceu o treinador entre o fim de 2023 e o início de 2024, quando procurou uma turma de vôlei. Ela já tinha experiência com a modalidade e, mesmo tendo mais de 20 anos, passou a treinar com um grupo formado por meninas de 12 e 13 anos.

A convivência rapidamente aproximou os dois. Maria passou a ajudar Chicó durante os treinos, principalmente na organização das meninas e das atividades. Ela lembra do professor como uma pessoa divertida, atenciosa e sempre disposta a incentivar os alunos.

Um dos sinais dessa proximidade era o apelido que ele deu à ex-aluna. Por ser alta, Maria era chamada por Chicó de “grandona”. Mesmo quando deixou de frequentar os treinos por um período, ela conta que o professor continuava perguntando quando voltaria e insistia para que retomasse as atividades.

No fim de 2024, quando surgiu a possibilidade de Chicó não continuar como treinador de vôlei, Maria participou de um abaixo-assinado na secretaria para pedir a permanência dele. A mobilização, segundo ela, refletia o vínculo criado entre o professor e os alunos.

Maria também guarda a lembrança da relação de Chicó com as crianças. Durante os treinos, uma menina que tinha menos de 10 anos passou a demonstrar interesse pelo vôlei depois de observar Maria jogando. O treinador colocou a criança em um grupo de uma faixa etária maior e passou a acompanhá-la, incentivando sua participação e evolução na modalidade.

As brincadeiras também faziam parte da rotina. Maria conta que, quando faltava ao treino de vôlei, mas aparecia no futebol, Chicó aproveitava para provocá-la. “Ah, mas pro vôlei você não tava boa, não, né?”, dizia o treinador, em tom de brincadeira.

Com o passar do tempo, Maria acabou se afastando dos treinos por causa de outras atividades. Ainda assim, manteve o vínculo afetivo com o professor e afirma que a notícia da morte foi difícil de assimilar.

Para ela, Chicó deixou de ser apenas o treinador que a recebeu em uma turma de vôlei e se tornou um amigo. A lembrança permanece associada aos treinos, às brincadeiras e ao incentivo que recebeu para continuar praticando esporte.

“Ele será eternamente o meu treinador de vôlei e o meu eterno amigo. Vou sentir falta. Agora ele vai estar treinando lá no céu”, afirmou Maria.

Nos últimos anos, Chicó passou a morar em Pirenópolis, depois de deixar Caldas Novas. A trajetória construída no Sesc e a atuação no esporte fizeram com que ele mantivesse vínculos com pessoas que conheceu durante os anos em que viveu e trabalhou na cidade.

A morte em Goiânia encerra uma trajetória que ficou marcada pelo esporte, pela música, pelo trabalho no Sesc e, principalmente, pelas relações construídas com colegas e alunos ao longo dos anos.

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Fonte Original Mais Goias

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