O cerco silencioso contra a criminalidade em SP que já capturou 15 mil

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O uso de inteligência artificial fortalece os esforços da segurança pública de São Paulo no combate à criminalidade. O programa Muralha Paulista faz uso de tecnologia de ponta para apoiar as operações policiais, viabilizando o reconhecimento facial e o monitoramento automático de placas em tempo real.
A utilização da IA proporciona a identificação de infratores e veículos roubados. Dados obtidos com exclusividade pelo Radar indicam que o sistema já auxiliou diretamente na elucidação de homicídios e na prisão de mais de 15 mil criminosos em todo o estado.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), a rede reúne cerca de 125,5 mil sensores e câmeras em todo o território paulista, integrando dados de órgãos públicos, entes privados e concessionárias de rodovias. A estrutura fomenta respostas coordenadas pelas autoridades policiais, formando um cinturão de segurança que abrange aproximadamente 80% da população do estado.
Para Carlos Lucena, coordenador-geral do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Polícia Militar de SP, a tecnologia é o pilar que sustenta as respostas ágeis das forças de segurança. “Quanto mais câmera, quanto mais sensor, é mais fácil ter a rastreabilidade de dados, de números, e de colocar em eficácia um plano de policiamento inteligente”, afirma o coronel da PM.
Apontado como fator determinante para a queda nos índices de homicídios e roubos, o Muralha Paulista prevê uma ampliação da rede. Uma parceria firmada com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) vai elevar a cobertura para mais de 4 mil câmeras e cerca de 350 leitores de placas nas rodovias concedidas. Além disso, a iniciativa também permite que cidadãos comuns e empresas conectem suas próprias câmeras de segurança particulares diretamente à plataforma estadual.
O programa já possui forte integração com o Metrô de SP — contabilizando 57 estações monitoradas e 266 câmeras interligadas —, além de atuar no controle de megaeventos. Nas partidas de futebol, por exemplo, a ferramenta de monitoramento facial já realizou a checagem e a fiscalização de mais de 3 milhões de torcedores.
