Zebra de 2018 sobre o Brasil inspira Courtois antes das quartas contra a Espanha

O brasileiro tem uma lembrança doída do dia 6 de julho de 2018, data em que a Bélgica eliminou a seleção da Copa do Mundo na Rússia nas quartas de final. O gol contra de Fernandinho, o balaço de De Bruyne para aumentar o placar ainda no primeiro tempo, e a pressão infrutífera, ou pelo menos insuficiente, já que Renato Augusto descontou contra os Diabos Vermelhos no segundo tempo, ainda latejam na memória do torcedor.
Contrariando o dito popular que diz que quem apanha lembra, mas quem bate esquece, o goleiro belga Thibaut Courtois evocou aquela partida nesta quarta-feira, 9, em conversa com jornalistas. Aquela zebra levou a seleção europeia à semifinal de uma Copa pela primeira vez em 32 anos, e é essa recordação que sustenta a confiança do atleta antes de enfrentar a Espanha nesta sexta-feira, 10, pelas quartas de final no estádio de Los Angeles.
“Os brasileiros eram favoritos contra nós, e talvez tivessem mais qualidade individual no time”, disse Courtois. “E nós vencemos”.
Courtois vai enfrentar a Espanha pela primeira vez na carreira pela seleção, entrando nas quartas de final como um azarão declarado, mas que se vê capaz de criar outra zebra. O goleiro do Real Madrid, que joga no futebol espanhol há 11 anos, treinou com a Bélgica nas instalações do LA Galaxy nesta quarta-feira. Com a lembrança ainda fresca da goleada por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, em Seattle, na segunda-feira, o goleiro reconheceu que a “La Roja” será o desafio mais difícil da equipe até agora no torneio. “A Espanha é um time ótimo, acho que é uma das favoritas ao título. Então, obviamente, começamos como azarões contra eles. Mas no futebol tudo é possível”.
A Espanha chega às quartas de final sem sofrer gols até agora no torneio. Ainda assim, Courtois acredita que seu conhecimento profundo do elenco espanhol, boa parte ligado ao futebol local, pode dar à Bélgica uma vantagem tática.
A resiliência coletiva tem marcado o caminho da Bélgica no mata-mata. A virada para cima do Senegal, depois de estarem perdendo por 2 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo, é o maior símbolo disso. “É bom também jogar bem, mas o mais importante é vencer e competir, e foi isso que fizemos”, encerrou.
O vencedor do confronto de sexta-feira avança à semifinal, quando enfrenta o vencedor de França x Marrocos.
