Reação de caciques do PL diante de Michelle chama a atenção, diz diretor do Paraná Pesquisas

A postura das principais lideranças do PL após a saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher e a divulgação de um vídeo com críticas ao senado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) surpreendeu o diretor do instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.
Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o pesquisador afirmou que a falta de manifestações públicas, com exceção da do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, em defesa da ex-primeira-dama foi um dos aspectos que mais chamaram atenção durante a crise. “Uma coisa que está causando muita atenção em Brasília é que não houve uma solidariedade partidária em favor da Michelle.”
Como os dirigentes do partido reagiram?
Na avaliação do diretor do Paraná Pesquisas, os principais dirigentes do PL optaram por manter distância do conflito. “Os principais caciques do PL não se manifestaram. Fingiram que não viram, nem a favor nem contra a Michelle.”
Para Hidalgo, o silêncio das lideranças evidencia a cautela adotada pelo partido em meio ao embate entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Segundo ele, o comportamento contrasta com a percepção de que a ex-primeira-dama contava com forte prestígio dentro da legenda.
A saída de Michelle ajuda a reduzir a crise?
Hidalgo acredita que a saída de Michelle do comando do PL Mulher pode contribuir para diminuir a tensão entre os dois grupos. “Com certeza deve dar um refresco para o Flávio.”
Na avaliação do pesquisador, o afastamento da ex-primeira-dama da estrutura partidária tende a reduzir a exposição pública da crise. Ainda assim, ele ponderou que o clima nos bastidores permanece delicado. “Pelos bastidores de Brasília, o momento é muito tenso entre os dois.”
A disputa já prejudicou Flávio nas pesquisas?
Segundo Hidalgo, até o momento os levantamentos indicam um impacto limitado sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro.
O diretor do Paraná Pesquisas afirmou que a crise ainda está em andamento e que seus efeitos dependerão dos próximos acontecimentos. “Se parar por aí, prejudica, mas não vai ser tão desastroso assim para o Flávio.”
Para ele, novos episódios podem alterar esse cenário, caso o conflito continue ocupando espaço no noticiário durante a campanha.
Quem acabou sendo beneficiado pela crise?
Hidalgo também avaliou que a disputa pública entre Michelle e Flávio desviou a atenção de outros temas que atingiam o governo e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo ele, o embate familiar acabou ofuscando a repercussão da operação da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner e das discussões relacionadas ao Banco Master. “Lula e Jaques Wagner foram muito beneficiados pela briga familiar entre Michelle e Flávio, que abafou o caso Master e o caso Jaques Wagner.”
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
