Operação Anáfora: PF mira esquema de lavagem de dinheiro de recursos desviados da Saúde

Operação Anáfora: PF mira esquema de lavagem de dinheiro de recursos desviados da Saúde

A Polícia Federal (PF) deflagrou  nesta terça-feira, 30, a segunda fase da Operação Anáfora, contra lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recurso públicos, especialmente aqueles destinados à saúde. São cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. Dez deles foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e os outros quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), já que alguns dos investigados têm foro privilegiado.

“A apuração dos atos de lavagem foi aprofundada após a deflagração da primeira fase da operação, no ano de 2022. Foi apurado que investigados mantêm bens próprios em nome de terceiros, realizam despesas incompatíveis com sua condição financeira e participam de negociações vinculadas a imóveis”, afirmou a PF em comunicado.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitação e lavagem de dinheiro, além de outras acusações que venham a surgir ao longo das diligências. A primeira etapa, realizada em setembro de 2022, mirou o então prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), na época candidato a vice-governador do Rio de Janeiro na chapa de Cláudio Castro (PL).

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Na ocasião, a PF cumpriu 27 mandados de busca e apreensão. Pouco depois, Reis renunciou à candidatura, sendo trocado por Thiago Pampolha na corrida ao Palácio Guanabara. A ação ocorreu por suspeitas de favorecimento superfaturamento na contração da Renascer Cooperativa de Trabalho pela prefeitura de Caxias. Em nota divulgada após a operação, Reis disse que “a polícia fez o seu trabalho, sem nenhum tipo de interrupção ou dificuldade e nada foi encontrado”.

A investigação também apontou uma suposta doação de tanques-rede para a criação de peixes na Fazenda Paraíso, centro voltado para o tratamento de dependentes químicos do município. O então prefeito afirmou que, no local, os agentes também não encontraram nada ilegal, apenas o espaço em seu funcionamento regular onde, neste momento, mais de 60 dependentes químicos encontram-se em tratamento já que o local é o maior centro de recuperação de dependentes químicos do país”.

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