O posicionamento do Ministério da Saúde sobre a suspeita de Ebola em SP

O posicionamento do Ministério da Saúde sobre a suspeita de Ebola em SP

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Uma suspeita de um caso de Ebola na capital paulista está sendo investigada pela Secretaria de Estado da Saúde, segundo a pasta informou neste sábado, 30. Diante da possibilidade de risco público, o Ministério da Saúde emitiu uma nota à imprensa.

No texto, a pasta federal argumenta que ainda não foi possível confirmar a província de origem do paciente na República Democrática do Congo, o que dificulta a avaliação do risco epidemiológico. Apesar disso, até o momento, o ministério reforça que “não há confirmação laboratorial para a doença pelo vírus Ebola”.

A pasta também sustentou que, mesmo diante da suspeita, o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo.

A investigação começou após um homem de 37 anos que viajou recentemente à República Democrática do Congo, país com diversos focos de transmissão da doença, voltou ao Brasil e teve sintomas parecidos com aqueles descritos para o quadro de Ebola.

“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde.

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Há cerca de dez dias, manifestantes invadiram um hospital e incendiaram tendas médicas na cidade de Rwampara, no nordeste da República Democrática do Congo, depois que autoridades congolesas se recusaram a entregar o cadáver de uma vítima de Ebola que eles queriam enterrar por conta própria, informou a agência de notícias Reuters.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira, 29, que o surto da doença pelo vírus Bundibugyo (BVD), uma das formais mais letais do Ebola, continua a crescer rapidamente no Congo e em Uganda. Até 27 de maio, foram 906 casos suspeitos e 223 mortes no Congo. Dois dias depois, foram relatados 134 casos confirmados, incluindo nove em Uganda, com 18 óbitos causados pela doença nos dois países.

Leia a nota do Ministério da Saúde na íntegra:

O Ministério da Saúde informa que foi notificado, neste sábado (30/5), sobre um caso suspeito de Doença pelo Vírus Ebola (DVE) em um paciente de 37 anos, internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência para doenças infecciosas no estado de São Paulo.

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O paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo e apresentou sintomas compatíveis com a definição de caso suspeito para febres hemorrágicas virais. Diante desse cenário, foram adotadas imediatamente as medidas previstas no Plano de Contingência Nacional, incluindo isolamento do paciente e início da investigação epidemiológica e laboratorial.

Antes de ser transferido para o Instituto Emílio Ribas, o paciente foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ao chegar à unidade de referência, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação.

A investigação é conduzida de forma conjunta pelas equipes de vigilância em saúde dos governos federal, estadual e municipal. Até o momento, não foi possível confirmar a província de origem do paciente na República Democrática do Congo, informação importante para a avaliação do risco epidemiológico.

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Não há confirmação laboratorial para a doença pelo vírus Ebola. A suspeita está relacionada ao quadro clínico apresentado e ao histórico recente de viagem internacional. Os exames seguem em análise.

O Ministério da Saúde esclarece que o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo. O país dispõe de protocolos de vigilância, assistência e resposta para a identificação e o manejo oportuno de casos suspeitos.

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