Brasil vence Egito, mas leva dúvidas para a Copa a uma semana da estreia

A seleção brasileira venceu o Egito por 2 a 1 neste sábado, 6, em Cleveland, no último amistoso antes da Copa do Mundo. O resultado encerra a preparação da equipe de Carlo Ancelotti com uma vitória, mas também deixa questões em aberto a apenas uma semana da estreia contra o Marrocos pelo grupo C do torneio da Fifa.
O Brasil começou a partida em ritmo forte e pressionando a saída de bola adversária. A postura agressiva foi recompensada aos oito minutos, quando Bruno Guimarães roubou a bola no campo de ataque e finalizou cruzado para abrir o placar. A vantagem, no entanto, durou pouco.
Apenas dois minutos depois, Marquinhos errou um recuo para Alisson, Zico interceptou a jogada e empatou para o Egito. O lance evidenciou um problema que apareceria outras vezes ao longo do jogo: a falta de sintonia defensiva em momentos da partida.
Apesar do empate, a seleção continuou criando oportunidades. Vinicius Junior, Igor Thiago e Raphinha desperdiçaram chances claras, impedindo que o Brasil transformasse a superioridade em uma vantagem mais confortável ainda no primeiro tempo.
O grande momento de preocupação, no entanto, não foi perto da grande área: O lateral-direito Wesley sentiu dores na parte de cima da coxa, pediu substituição e deixou o gramado chorando e passa a ser uma preocupação para a comissão técnica às vésperas da Copa.
Segunda etapa
No segundo tempo, Ancelotti promoveu uma troca completa da equipe, alterando 10 jogadores que iniciaram a partida. A mudança trouxe novo fôlego ao time brasileiro e ajudou a recolocar a seleção no controle do confronto.
O gol da vitória saiu logo aos seis minutos da etapa final. Após pressão de Matheus Cunha e Douglas Santos na saída de bola egípcia, Raphinha recebeu pela esquerda, avançou e cruzou rasteiro para Endrick finalizar de primeira e marcar o segundo gol brasileiro.
Raphinha, aliás, foi um dos destaques da partida. Inicialmente o único jogador mantido em campo após as mudanças promovidas por Ancelotti, o atacante participou diretamente do gol de Endrick e seguiu como uma das principais armas ofensivas da equipe até ser substituído por Gabriel Martinelli.
Defensivamente, o Brasil mostrou mais estabilidade após as alterações, mas o ritmo da partida caiu. Com a vantagem no placar, a seleção reduziu a intensidade das transições rápidas que haviam marcado o início do confronto e passou a administrar mais a posse de bola.
Nos minutos finais, o Egito voltou a crescer na partida, especialmente após a entrada de Mohamed Salah. Mais solto em campo, o atacante participou das principais investidas da equipe africana e ajudou a aumentar a pressão sobre a defesa brasileira.
Após o jogo, o técnico Carlo Ancelotti disse que gostou do desempenho da equipe e que o jogo lhe dá “mais certezas” sobre o time de estreia contra o Marrocos, como o time . Na avaliação do treinador, o time jogou bem por 60 minutos e novamente avaliou como positiva os jogadores que vieram do banco. “Os recursos que temos são muito importantes e temos que aproveitar. As cinco trocas que poderemos fazer são fundamentais e podem mudar um jogo”.
A vitória permite que o Brasil chegue à Copa com confiança, mas o amistoso deixou claro que ainda há muitos ajustes a fazer. A seleção mostrou capacidade para criar oportunidades e pressionar o adversário, mas também apresentou falhas defensivas, dificuldades na conclusão das jogadas e uma preocupação adicional com a situação física de Wesley. A uma semana da estreia no Mundial, Ancelotti encerra os testes com algumas respostas, mas também com dúvidas importantes.
