A entrevista em que Maradona antecipou polêmica da Copa de 2026

A entrevista em que Maradona antecipou polêmica da Copa de 2026

Uma entrevista de Diego Maradona voltou a circular nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026. Gravada em 2018 para a emissora venezuelana Telesur, o ídolo argentino criticou a escolha de Estados Unidos, México e Canadá como sedes do Mundial e fez algumas “previsões”.

Segundo ele, os norte-americanos colocariam os interesses comerciais acima do esporte e tentariam adaptar as partidas ao mercado publicitário, chegando a sugerir que defenderiam a divisão dos jogos em quatro tempos de 25 minutos para ampliar o espaço destinado aos anúncios.

O vídeo voltou a ganhar repercussão em meio às discussões sobre uma das novidades da Copa de 2026: a adoção obrigatória de pausas para hidratação em todas as partidas. Maradona morreu em 2020 e não chegou a acompanhar a mudança, mas sua fala passou a ser compartilhada por torcedores como uma espécie de antecipação do debate sobre a influência comercial no torneio. 

A Copa de 2026 é a primeira em que as pausas para hidratação são obrigatórias em todos os jogos. Pelo regulamento da FIFA, cada tempo tem uma interrupção programada de três minutos, normalmente entre os 22 e 25 minutos, destinada à hidratação e à prevenção da exaustão térmica.

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Nas edições anteriores, esse tipo de parada era adotado apenas em situações específicas, quando as condições climáticas apresentavam risco aos jogadores. Agora, a interrupção ocorre de forma padronizada, independentemente da temperatura ou da estrutura do estádio, incluindo arenas cobertas ou equipadas com sistemas de climatização.

A adoção das pausas para hidratação obrigatórias divide opiniões no futebol. Os defensores da medida argumentam que os três minutos de interrupção ajudam na recuperação física dos jogadores em uma competição cada vez mais intensa, com mais partidas e jogos em diferentes países. Também sustentam que o intervalo oferece aos treinadores uma oportunidade para ajustes táticos durante o jogo, algo comum em modalidades como basquete, vôlei e futebol americano.

Já os críticos avaliam que a parada interfere no ritmo natural das partidas e altera a dinâmica do jogo em detrimento do potencial comercial, já que as interrupções criam novos espaços para publicidade e ações de patrocinadores durante as transmissões — justamente um dos receios manifestados por Diego Maradona em 2018.

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