Trump diz que EUA vão suspender operação no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 5, que o país vai suspender a operação militar de escoltar navios pelo Estreito de Ormuz. Segundo o republicano, a decisão se dá em razão dos avanços rumo a um acordo com o Irã.
“Com base no pedido do Paquistão e de outros países, no enorme sucesso militar que tivemos durante a campanha contra o país do Irã e, adicionalmente, no fato de que grandes progressos foram feitos rumo a um acordo completo e final com representantes do Irã, concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, o Projeto Liberdade (o movimento de navios pelo Estreito de Ormuz) será pausado por um curto período de tempo para verificar se o acordo pode ou não ser finalizado e assinado”, afirmou Trump na rede Truth Social.
Mais cedo, Trump havia afirmado que o Irã deveria “hastear a bandeira branca da rendição”, mas não fará por orgulho. No Salão Oval, o republicano afirmou que as forças iranianas foram dizimadas e reduzidas a “armas de brinquedo”.
“Eles estão jogando sujo, mas vou te dizer uma coisa: eles querem fechar um acordo. E quem não quereria, quando seu exército está completamente dizimado?”, ironizou Trump, acrescentando mais tarde que o Irã sabe “o que não deve fazer” para manter em vigor o frágil cessar-fogo, implementado em abril.
O Projeto Liberdade foi criado para escoltar cargueiros represados no Golfo Pérsico devido à restrição iraniana. Mais de 20 mil marinheiros em 1.550 embarcações estão ilhados, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO. A operação militar americana conta com 15 mil soldados e mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, segundo o chefe do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), Brad Cooper.
Na véspera, Trump advertiu, em declarações veiculadas pela emissora Fox News, que “os iranianos seriam varridos da face da Terra” em caso de ataques a embarcações americanas na região. Apesar da retórica agressiva, o republicano indicou que ainda há margem para negociação. Ele disse que representantes iranianos têm se mostrado “muito mais maleáveis” em conversas recentes, o que poderia abrir caminho para um entendimento diplomático.
O país árabe denunciou “uma escalada perigosa” e afirmou que tem o direito de responder. Desde que o conflito começou em 28 de fevereiro pelos ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde costumava circular um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
