Tratamento com injeção contra surdez tem resultados positivos

Tratamento com injeção contra surdez tem resultados positivos

genética

Terapia genética foi testada para uma das causas que leva à surdez congênita

(Foto: USP)

Via Folha de São Paulo – Uma terapia genética em forma de injeção apresentou resultados positivos em combater um tipo de surdez presente desde o nascimento. No estudo, dez pacientes acessaram o tratamento que resultou em melhoras significativas –em média, os participantes exibiam surdez basicamente completa e, após a terapia, a perda auditiva passou a ser moderada. No entanto, os resultados ainda são preliminares, já que estudos maiores são essenciais.

A surdez congênita afeta um número considerável de recém-nascidos. Segundo Márcio Salmito, otorrinolaringologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a cada mil nascidos, cerca de 1 a 3 apresentam deficiência auditiva.

Genética é a causa principal da complicação. A pesquisa que foi publicada na revista Nature Medicine mirou em um gene específico, chamado OTOF, e na mutação dele que acarreta surdez desde o nascimento. Salmito, que não é um dos autores do artigo, explica que a limitação auditiva em casos assim ocorre por causa de um problema de transmissão entre as células que amplificam o som e os nervos auditivos. Ou seja, o ouvido capta sons, mas o processamento não ocorre de forma adequada.

Os autores da pesquisa utilizaram uma injeção de vírus adeno-associado para inserir o gene OTOF modificado e funcional em dez pacientes selecionados. Esse tipo de vírus já é adotado em terapias baseadas em genes porque ele permite, a partir de modificações, entregar sequências de DNA para alvos específicos.

Os participantes foram acompanhados por até 6 a 12 meses após terem o tratamento injetado em seus corpos. Os autores enfatizaram dois aspectos durante a análise dos pacientes: a segurança da terapia e os efeitos na capacidade auditiva.

A respeito do primeiro ponto, efeitos colaterais foram relatados, mas nenhum deles foi grave. Já em relação ao impacto do tratamento genético na surdez, os resultados foram positivos. Em média, os participantes contavam com perdas auditivas em torno de 109 decibéis. Após a aplicação da terapia, o valor caiu para 52 decibéis.

“Sair de 106 para 52 decibéis significa que um paciente que antes não ouvia praticamente nada –nem uma britadeira a pouca distância– passou a ouvir sons do cotidiano, como conversas, chamados e até alguns sons do ambiente”, explica Salmito.

Fonte Original Mais Goias

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