Servidores da educação de Aparecida fazem assembleia com paralisação nesta quarta
REIVINDICAÇÃO
Movimento cobra pagamento do piso, progressões na carreira e atualização de benefícios congelados há mais de uma década
Sintego (Foto: Enviada ao Mais Goiás)
Os trabalhadores da rede municipal de educação de Aparecida de Goiânia realizam, nesta quarta-feira (15), uma assembleia com paralisação das atividades. A mobilização foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) e está marcada para as 8h, em frente ao Paço Municipal, no Residencial Village Garavelo.
A categoria apresenta uma série de reivindicações à gestão municipal, entre elas a regularização de titularidades, progressões verticais e horizontais, o pagamento do piso da carreira docente, a data-base dos servidores administrativos e a atualização do auxílio alimentação. Também estão na pauta o enquadramento de profissionais conforme a Lei nº 15.326/2026 e o descongelamento de benefícios previsto na Lei Complementar nº 226/2026.
Ao Mais Goiás, o presidente do Sintego Regional Aparecida de Goiânia, Antônio Carlos, afirmou que a mobilização busca garantir direitos considerados históricos pela categoria. Segundo ele, benefícios como titularidades e progressões estão congelados há mais de uma década, afetando tanto servidores administrativos quanto profissionais do quadro pedagógico.
“O vale-alimentação dos administrativos, por exemplo, está há cerca de 10 anos sem reajuste, fixado em R$ 60. Além disso, há a luta pelo enquadramento das profissionais da educação infantil como professoras, conforme legislação recente, garantindo também direitos como aposentadoria especial”, explicou.
Pagamento do piso
Outro ponto destacado é o pagamento do piso nacional do magistério. De acordo com o sindicato, o reajuste deveria ter sido aplicado em janeiro, mas a previsão da prefeitura é de pagamento apenas em maio, o que geraria perdas salariais à categoria.
A mobilização também ocorre em alinhamento com a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), que acontece em Brasília. Parte da direção sindical participa do evento, enquanto os trabalhadores realizam o ato em Aparecida.
Ainda conforme o sindicato, uma carta com 35 pontos de reivindicação foi apresentada à prefeitura. A categoria cobra avanços nas negociações e a adoção de medidas concretas que garantam melhores condições de trabalho e valorização dos profissionais da educação.
