Tenista de Goianésia disputa final juvenil em Roland Garros

Tenista de Goianésia disputa final juvenil em Roland Garros

O goiano Luís Augusto Queiroz Miguel, de 17 anos, conquistou o título juvenil do torneio de Roland Garros, neste sábado (6), em final contra o norte-americano Marcus Antonius. Antes mesmo de levantar o troféu, o brasileiro já havia chegado ao topo do ranking e se tornado o novo número 1 do mundo na categoria. É a ascensão meteórica de uma carreira que começou muito antes, dentro de casa.

O pai, Luís Miguel, e o irmão cinco anos mais velho, Luís Felipe Miguel, também jogam. ‘Guto’, como era chamado por ser o caçula, também cresceu recebendo os de casa na modalidade.

Guto Miguel com o irmão, Luís Felipe (Foto: Reprodução/@gutomigueltenista/Instagram)

Em Goianésia, no Vale do São Patrício, aos cinco anos de idade, bateu as primeiras bolinhas na parede. Enquanto o pai ensinava, o irmão mais velho treinava ao lado. Logo depois, mudou-se para Goiânia, onde intensificou a prática.

Guto Miguel na categoria 12 anos em Goiânia (Foto: Reprodução/@gutomigueltenista/Instagram)

A mudança

Quando Luís completou 14 anos, veio a decisão mais difícil: deixar a capital goiana rumo a Brasília, onde Guto iria se profissionalizar. Mesmo sem nada garantido, o sonho continuou nas quadras da capital federal, até que a família também se mudou para lá.

Guto com o técnico Kike Granjeiro (Foto: Reprodução/@gutomigueltenista/Instagram)

Em Brasília, passou a treinar com Dumont Guimarães, 57, e Kike Granjeiro, dupla que acompanha o jovem goiano até hoje.

Guto campeão de simples e duplas, categoria 14 anos, do torneio Cosat de São Paulo (Foto: Reprodução/@gutomigueltenista/Instagram)

Em 2024, Guto conseguiu se classificar, pela primeira vez, para o torneio juvenil de Roland Garros. Ele estreou vencendo o britânico Benjamin Gusic-Wan, mas foi superado na sequência pelo japonês Rei Sakamoto, então número 1 do mundo, por duplo 6-0, na segunda rodada da chave de simples.

Treino de Guto Miguel em Goiânia, em 2020 (Foto: Reprodução/@gutomigueltenista/Instagram)

Nadal, Rune e Fonseca

No ano seguinte, chegou à semifinal do US Open juvenil e venceu o J500 de Mérida, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer um título nessa categoria desde o gaúcho Orlando Luz, que ergueu o troféu em 2015.

Além disso, Guto ganhou ainda mais experiência treinando ao lado do dinamarquês Holger Rune, ex-top 5 do mundo, e passou uma semana no centro de treinamento de Rafael Nadal na Espanha.

Gutão ainda treinou ao lado de João Fonseca, uma referência para o jovem goiano, dois anos mais novo que o carioca.

Guto e o ídolo Novak Djokovic (Foto: Reprodução/@gutomigueltenista/Instagram)

Neste ano, Gutão venceu o J300 em Traralgon, na Austrália, em simples e nas duplas, e depois alcançou as quartas-de-final do Australian Open juvenil.

Ao lado do irmão Luís Felipe, iniciou a transição para professional. Logo depois, estreou no Rio Open – ATP 500, mas perdeu. O goiano enfrentou Vilius Gaubas (então número 126 do ranking da ATP), da Lituânia, porém acabou derrotado pelo placar de 2 a 1, com parciais de 6/3, 2/6 e 6/2, em uma partida que durou 2h11.

O jovem tenista goiano com o treinador Dumont Guimarães (Foto: Reprodução/@gutomigueltenista/Instagram)

Roland Garros

Para chegar à final juvenil de Roland Garros, Guto Miguel superou Hyu Kawanishi (Japão) na primeira fase, Ryan Cozad (Estados Unidos) na segunda, Nicolas Baena (Peru) nas oitavas-de-final, Thilo Behrmann (Áustria) nas quartas, e o brasileiro Leonardo Stock, de Mato Grosso, na semi.

O desafio na grande decisão é contra o estadunidense Michael Antonius, de 16 anos, jovem promessa do tênis dos Estados Unidos. Caso vença hoje (6), será o maior título da carreira de Gutão.

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