Sabia que nenhum goiano foi convocado para Copa até hoje? Relembre os que ficaram no “quase”

Sabia que nenhum goiano foi convocado para Copa até hoje? Relembre os que ficaram no “quase”

O mundo está a poucas horas de saber quem serão os 26 convocados do técnico Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo Fifa 2026. Presente em todos os Mundiais, esta é a 24ª vez que essa expectativa é criada. No entanto, mais uma vez, um atleta nascido em Goiás não estará na lista do treinador Canarinho.

Contudo, na história das Copas, alguns nomes do estado de Goiás já estiveram muito perto de constar na lista definitiva para um Mundial. Confira a lista que preparamos e relembre alguns deles.

Artilheiro de Deus

Nos anos 80 e 90, saiu do Atlético Goianiense, onde é ídolo e considerado o maior jogador já revelado pelo Dragão, para atuar em clubes como Grêmio, Flamengo, Palmeiras, Botafogo e Atlético de Madrid-ESP, além de Rennes-FRA, Celta de Vigo-ESP e Porto-POR.

Jogador implacável, chegou a ser convocado para a Seleção para o Mundial Sub-20 de 1977 e atuou pela principal inclusive no título da Copa América em 1989, balançando as redes contra a Venezuela na primeira fase do torneio continental, sob o comando do técnico Sebastião Lazaroni.

Entretanto, nem Telê Santana e, posteriormente, nem Lazaroni convocaram o Artilheiro de Deus para as Copas de 1982, 1986 e 1990.

Leia também: Convocação da Seleção: entenda como funciona a lista oficial para a Copa do Mundo

Valdeir “The Flash”

Nascido em Goiânia, Valdeir The Flash ganhou o apelido do narrador Januário de Oliveira, por causa da velocidade e explosão com que arrancava com a bola. Revelado pelo Dragão, ele atingiu o auge da carreira no início dos anos 90, quando foi Campeão Carioca pelo Botafogo em 1990 e o vice do Campeonato Brasileiro duas temporadas depois. Também defendeu as cores de Flamengo, Fluminense, São Paulo e Atlético-MG. Antes de se aposentar, também passou clubes como Paraná, Ceará e Vila Nova.

Foto:Valdeir (Foto: Arquivo Pessoal)

Na Seleção Brasileira, foi convocado pela primeira vez pelo técnico Paulo Roberto Falcão, e seguiu defendendo a amarelinha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, somando 18 partidas pela equipe principal. Um dos jogos mais marcantes do atacante foi um a 4 a 0 contra a Venezuela no Mineirão, em agosto de 1993. No entanto, não constou na lista final de Carlos Alberto Parreira, no dia 10 de maio de 1994.

Túlio Maravilha

Outro nome que ficou muito próximo de defender a Seleção em Copas do Mundo foi Túlio Maravilha. Assim como Baltazar, Túlio nasceu em Goiânia, e começou a carreira brilhante no Goiás, de onde saiu para o futebol Suíço, e teve um retorno apoteótico no Botafogo-RJ, no qual foi campeão brasileiro e artilheiro com 25 gols.

Túlio (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Nesse mesmo ano glorioso, Túlio disputou 15 jogos pela Seleção Brasileira e marcou 13 gols. Um deles, curiosamente, de mão, no mata-mata da Copa América contra a Argentina. O tento ajudou o Brasil a avançar para a semifinal do torneio, do qual seria vice para o Uruguai nos pênaltis.

Nos anos seguintes, porém, uma instabilidade na carreira acabou tirando o craque da lista definitiva do técnico Zagallo, e não conseguiu superar a concorrência de nomes como Ronaldo, Bebeto e Edmundo para o Mundial da França.

Roni

Revelado pelo Vila Nova, Roni foi um dos grandes destaques do futebol goiano no cenário nacional. RoniGol, como era chamado pela torcida do Tigrão, onde é ídolo, nasceu na cidade de Aurora em 1977, quando a região ainda integrava o norte goiano. A partir de 1988, no entanto, o município passou a fazer parte do Tocantins.

Além de ter feito história no Vila Nova, também teve passagem vitoriosa no Fluminense. Jogou no futebol árabe, russo e japonês, vestiu a camisa do Goiás no retorno ao Brasil em 2005, sagrando-se campeão goiano na temporada seguinte pelo esmeraldino, que à época contou com um dos melhores elencos da história alviverde. Atuou também por Flamengo, Atlético-MG, Cruzeiro, Santos, retornou ao Vila Nova e encerrou a carreira como atleta na Anapolina, em 2012.

Roni (Foto: CBF/Divulgação)

Na Seleção Brasileira, Roni foi convocado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo em 1999, curiosamente quando atuava pelo Fluminense na Série C do Brasileirão, tornando-se o primeiro e único jogador atuando nesta divisão do futebol nacional a vestir a amarelinha.

Em abril daquele ano, Roni foi destaque em um amistoso contra os Estados Unidos em Brasília, onde marcou dois gols na vitória por 7 a 0, e integrou a seleção vice-campeã da Copa das Confederações de 99, perdendo a decisão para o México por 4 a 3, partida na qual marcou um gol e deu uma assistência.

Roni, porém, não conseguiu manter o bom rendimento a ponto de ser chamado para a Copa do Mundo três anos depois, já sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari.

Lucas Silva

Natural de Bom Jesus de Goiás, o volante de 33 anos foi revelado pelo Cruzeiro em 2007 e jamais atuou pelo futebol goiano. O auge da carreira foi a transferência para o Real Madrid em 2015. Depois, chegou a ser emprestado ao francês Olympique de Marseille.

Foto: Lucas Silva (Foto: Reprdução/Youtube)

O volante goiano chegou a defender as categorias de base da Seleção Brasileira, mas jamais foi convocado para a equipe principal. Foi um dos comandados de Carlo Ancelotti no Real Madrid, mas uma queda de desempenho e problemas de saúde acabaram travando o desenvolvimento de Lucas Silva.

Atualmente, porém, é titular absoluto do Cruzeiro, onde atua desde 2023.

Dudu

Nascido em Goiânia, Dudu também não defendeu as cores de nenhum clube goiano. Revelado pelo Cruzeiro, foi multicampeão pelo Palmeiras e atualmente está no Atlético-MG. Na Seleção, o atacante de 34 anos teve um histórico vitorioso nas categorias de base, sendo campeão com a amarelinha no Sul-Americano de 2009 e Mundial em 2011 com a Sub-20.

Dudu (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

A última vez que Dudu foi convocado para a Seleção Brasileira principal foi em março de 2017, pelo técnico Tite, para substituir o lesionado Douglas Costa, nas Eliminatórias da Copa do Mundo, mas não teve mais oportunidades desde então.

Arthur

Também natural da capital goiana, Arthur iniciou a carreira no Goiás e foi transferido para o Grêmio, onde conquistou a Libertadores, Recopa, Copa do Brasil e gauchões.

Do tricolor, Arthur se transferiu para o Barcelona em 2018, onde jogou ao lado de craques como Messi e Luis Suárez. Convocado pela primeira vez pelo técnico Tite em 2017, o atleta goiano participou da campanha vitoriosa da última Copa América conquistada pelo Brasil, em 2019, no Maracanã.

No entanto, não foi convocado para a Copa do Mundo da Rússia e, tampouco, para a Copa do Catar em 2022, devido ao histórico de lesões e falta de sequência de jogos na Juventus, às vésperas do torneio.

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