O cálculo de Davi Alcolumbre ao se reaproximar de Lula

A aproximação entre Davi Alcolumbre e Lula tem, na avaliação do cientista político Márcio Coimbra, um objetivo definido: ampliar as chances de o presidente do Senado permanecer no cargo. Em participação no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Coimbra afirmou que o senador perdeu espaço entre os bolsonaristas e agora busca uma alternativa para a disputa pelo comando da Casa. (este texto é um resumo do vídeo acima)
O movimento ganhou forma com a assinatura dos despachos que encaminham para análise de comissões duas pautas defendidas pelo governo federal: o fim da escala seis por um e a PEC da Segurança. As propostas são consideradas prioritárias pelo Executivo e precisam passar por dois turnos de votação.
Por que os bolsonaristas mudaram o cenário?
Segundo Coimbra, Rogério Marinho e Tereza Cristina ganharam protagonismo entre os senadores bolsonaristas e devem disputar a presidência do Senado pelo bloco. O grupo, acrescentou o cientista político, pode sair fortalecido das eleições, com a chegada de novos senadores alinhados ao bolsonarismo.
Esse cenário teria levado Alcolumbre a buscar apoio em outra frente. “Ele pode tentar se manter na cadeira com os votos dos petistas”, afirmou Coimbra. Para o analista, a estratégia passa pela aproximação com Lula justamente em um momento em que a composição futura do Senado começa a entrar no cálculo da sucessão.
Qual seria o cálculo de Alcolumbre?
Coimbra resumiu a estratégia como uma tentativa de preservar o espaço conquistado na presidência do Senado. “Alcolumbre está tentando se agarrar a sua cadeira e essa aproximação com o Lula visa isso”, disse.
A avaliação foi feita após um período de distanciamento entre o senador e o presidente da República que ocorreu depois da rejeição de Jorge Messias para uma vaga no STF.
Há uma convergência entre os dois lados?
Na análise de Coimbra, não. O cientista político classificou a movimentação como essencialmente pragmática, sem apontar uma mudança programática como razão para a aproximação. O avanço de propostas de interesse do governo aparece, nesse contexto, associado à articulação política em torno da sucessão no Senado.
A avaliação de Coimbra é que Alcolumbre procura compensar a perda de apoio em um setor do Senado recorrendo a outra base política. A disputa, portanto, envolve não apenas as pautas que avançam na Casa, mas também a formação das alianças que definirão seu comando.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
