Professor de federal vai estudar o ‘cristofascismo bolsonarista’ em Lisboa

A Universidade Federal do Espírito Santo liberou recentemente um professor a passar três meses em Lisboa, com salário e benefícios pagos como se estivesse dando aulas no Brasil, para estudar o “pessimismo cristão e niilismo nos primeiros romances de Machado de Assis à luz do cristofascismo bolsonarista”.
Os conceitos, como se vê, são realmente desafiadores e dolorosos. Tanto melhor se forem explorados no confortável universo acadêmico além-mar.
O termo cristofascismo bolsonarista explora, segundo pesquisadores, a fusão da fé e do cristianismo com o discurso, as propostas radicais e os interesses nada divinos do movimento político liderado por Jair Bolsonaro e seu clã.
Já Machado usava seu conhecimento sobre o texto bíblico e seus dogmas para atestar, com certa ironia, que o ser humano, diante das escrituras, era irremediavelmente corrupto e falho. De tal modo que aos ditos cristão do texto bíblico — em fusão com a realidade humana — não restaria caminho possível à salvação.
O cristofascismo bolsonarista é um termo novo na área de estudos sociológicos da academia e se mistura a outros surgidos nesses tempos polarização nacional, como a cleptocracia petista — o Estado de corrupção estatal generalizada visto nos governos do PT –, apontada por alguns estudiosos como a causa do surgimento do bolsonarismo.
