PF já trabalha em nova leva de indiciamentos no escândalo das fraudes do INSS

A Polícia Federal indiciou nesta semana uma primeira leva de 48 investigados por envolvimento nas fraudes bilionárias do INSS.
Na lista, estão figuras como o ex-presidente do órgão Alessandro Stefanutto, o ex-procurador-geral do órgão Virgílio de Oliveira Filho, o ex-diretor de benefícios André Fidelis e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado nas investigações como cabeça do esquema que roubou milhões de aposentados no país.
Relatadas pelo ministro André Mendonça, as investigações continuam e devem produzir, já nas próximas semanas, novas levas de indiciamentos.
Na primeira lista, a PF citou crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa.
Com o primeiro relatório, algumas defesas acreditam que o ministro do STF irá determinar a soltura dos investigados ainda presos, o que seria uma excelente notícia para figurões que temem eventuais delações premiadas dos líderes do esquema.
Um dos pontos ainda pendentes é a investigação que envolve um dos filhos do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Mendonça deu 60 dias para que a PF concluísse a análise de materiais encontrados nos celulares e computadores dos investigados, mas a corporação informou que não tinha como cumprir o prazo por questões de falta de pessoal.
Enquanto a investigação contra Lulinha segue parada, as outras frentes avançam, pressionando Mendonça a analisar pedidos de relaxamento das prisões e outras medidas solicitadas pelos investigados.
