Número de mortos em terremotos na Venezuela sobre para 2.595

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O número de vítimas dos dois terremotos que atingiram a Venezuela há pouco mais de uma semana subiu para 2.595 mortos e mais de 12 mil feridos, informou nesta quinta-feira, 2, a presidente interina, Delcy Rodríguez. A líder venezuelana também garantiu que todas as vítimas serão identificadas.
“Desde o início, eu disse: ninguém vai para vala comum”, declarou Rodríguez em uma coletiva de imprensa. “A primeira coisa é o reconhecimento por impressão digital e, nos casos em que isso não for possível, recorremos à arcada dentária forense”, acrescentou.
Enquanto isso, as Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas após dois terremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram o país latino-americano com um intervalo de apenas 39 segundos na noite da última quarta-feira 24.
Escassez de alimentos
A situação é mais crítica no estado de La Guaira, o mais atingido pelo desastre. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), há uma escassez “generalizada” de alimentos e serviços básicos colapsaram na região. Lá, uma centena de edifícios, alguns de até quinze andares, vieram abaixo como castelos de cartas, ceifando milhares de vidas e convertendo, repentinamente, os habitantes em indigentes.
Diante da gravidade da situação, o Programa Mundial de Alimentos pediu à comunidade internacional US$ 50 milhões (cerca de R$ 258,7 milhões) para alimentar cerca de 500 mil pessoas durante três meses.
Apesar das chances de localizar sobreviventes diminuírem drasticamente após as primeiras 72 horas de um terremoto, as equipes de resgate continuam as buscas. Na terça-feira, o resgate de um menino de três anos por socorristas jordanianos renovou a esperança das equipes.
Segundo a ONU, 27 países enviaram cerca de 40 equipes de busca e resgate, mobilizando mais de 2 mil profissionais e 160 cães farejadores.
Saúde sob pressão extrema
Em La Guaira, vários profissionais da área da saúde continuam desaparecidos, incluindo os responsáveis “por todo o caminho de cuidados maternos na área”, o que criou uma lacuna crítica nos cuidados obstétricos, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).
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O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, revelou que uma avaliação realizada em 21 unidades de saúde em Caracas, La Guaira, Miranda e Falcón mostrou que ao menos três hospitais estão em estado crítico, seis sofreram danos estruturais ou funcionam com capacidade reduzida, enquanto os demais permanecem em funcionamento, mas com enorme sobrecarga.
Já uma avaliação preliminar de dados de satélite publicada pela Nasa (agência espacial dos Estados Unidos) indicou que mais de 58 mil edifícios podem ter sido danificados ou destruídos pelos terremotos que abalaram o norte da Venezuela, deixando milhares de pessoas sem moradia.
