Netflix transforma ‘The East Palace’ em novo fenômeno dos k-dramas

O sucesso do k-drama “The East Palace” também chamou a atenção da imprensa internacional. Em reportagem, a revista Forbes destacou a produção como a série mais bem avaliada da Netflix na atualidade, usando o desempenho da obra , que teve 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, como exemplo do fortalecimento dos investimentos da plataforma em conteúdo sul-coreano.
A produção combina fantasia, suspense e drama histórico. A trama acompanha um caçador de espíritos capaz de transitar entre o mundo dos vivos e dos mortos e uma jovem que consegue ouvir os falecidos. Juntos, eles são convocados ao palácio real para investigar acontecimentos sobrenaturais e desvendar segredos ocultos da corte durante a dinastia Joseon.
O bom desempenho não se limita à crítica especializada. A série também registra cerca de 90% de aprovação do público no Rotten Tomatoes e mantém notas superiores a 8,1 em todos os seus oito episódios no IMDb, um resultado expressivo para uma produção recém-lançada.
O elenco reúne dois nomes conhecidos dos fãs de k-dramas. Nam Joo-hyuk, protagonista da história, já estrelou sucessos como Twenty Five Twenty One, Start-Up e Vigilante. Ao seu lado está Roh Yoon-seo, atriz que ganhou projeção em séries como Crash Course in Romance, Our Blues e The Frog.
Ambientada na dinastia Joseon, que governou a Península Coreana entre os séculos XIV e XIX, The East Palace segue uma tendência crescente das produções sul-coreanas de combinar elementos históricos com fantasia, ampliando o alcance desse gênero junto ao público internacional.
Outro diferencial é que a série não adapta um webtoon, romance ou história em quadrinhos, como ocorre com muitos sucessos recentes da Coreia do Sul. Trata-se de uma obra original concebida como minissérie, com oito episódios e uma história fechada, sem previsão de continuação.
O desempenho de “The East Palace” reforça uma estratégia que vem sendo adotada pela Netflix nos últimos anos: ampliar os investimentos em conteúdo produzido na Coreia do Sul. O país deixou de ser apenas um polo regional de entretenimento para se consolidar como um dos principais exportadores de séries do streaming, produzindo obras capazes de combinar reconhecimento da crítica, audiência global e forte repercussão nas redes sociais.
Esse desempenho também reflete uma estratégia de longo prazo da Netflix para ampliar sua presença na produção audiovisual sul-coreana. Em 2023, a empresa anunciou um investimento de US$ 2,5 bilhões na Coreia do Sul ao longo de quatro anos, com o objetivo de expandir a produção de filmes, séries e programas locais. O sucesso de “The East Palace” reforça os resultados dessa aposta e evidencia como o país se consolidou como um dos principais polos globais de conteúdo para o streaming.
