Luan Carlos aponta falta em lance de dois chapéus de Juninho
A vitória do Anápolis sobre o Guarani por 2 a 1, na noite desta segunda-feira (10), pela 16ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro, teve emoção até o último lance, mas também foi marcada por uma confusão ainda no primeiro tempo. Após a partida, o técnico Luan Carlos comentou o episódio e apontou um lance envolvendo Juninho como um dos momentos que poderiam ter sido evitados durante o confronto no Estádio Jonas Duarte.
Aos 41 minutos da primeira etapa, Juninho recebeu a bola e protagonizou uma das jogadas mais inusitadas da partida. O atacante deu dois chapéus em sequência para escapar da marcação do Guarani e, na sequência, sofreu uma falta. Após a jogada, houve um princípio de confusão entre os jogadores das duas equipes, com empurrões e discussões.
O tumulto terminou com as expulsões de Juninho, do Anápolis, e Emerson, do Guarani. Garib, que estava no banco de reservas do Galo da Comarca, também recebeu cartão vermelho. Na visão de Luan Carlos, porém, a situação poderia ter sido evitada caso a arbitragem tivesse interrompido a jogada no momento da falta sofrida por Juninho.
“Tinha alguns lances que eram falta, que ele podia parar, como foi o caso do Juninho. O Juninho consegue eliminar um atleta, elimina outro e sofre a falta. Se ele para o jogo ali, não tem aquela confusão”, afirmou o treinador.
Luan Carlos elogia arbitragem, mas faz ressalva
Apesar de apontar o lance, Luan Carlos não fez uma avaliação negativa da arbitragem como um todo. O treinador, inclusive, elogiou a postura do árbitro e dos assistentes durante o confronto.
“Eu até conversei, eu gostei do árbitro, um cara educado e tem uma postura legal em campo. O árbitro assistente também bom, sempre muito ligado nas jogadas”, avaliou.
O comandante do Anápolis também destacou a dificuldade de conduzir uma partida com o ritmo apresentado pelo Guarani, principalmente pela característica vertical do adversário e pela ausência do VAR.
“É um jogo muito difícil, um jogo com bola vertical o tempo todo, os árbitros assistentes têm que trabalhar muito. E a arbitragem, sem VAR, é difícil, é complicado, os caras têm que estar muito preparados”, disse.
Luan Carlos explicou ainda que sua manifestação ao árbitro durante a partida foi uma observação, e não uma tentativa de responsabilizar a arbitragem pelo resultado.
“O que eu falei para o árbitro? Uma opinião, não foi nenhuma crítica, foi só uma observação que eu fiz para ele no decorrer do jogo”, afirmou.
Treinador considera expulsão de Garib injusta
Além de Juninho, o Anápolis perdeu Garib durante a confusão. Para Luan Carlos, o cartão vermelho recebido pelo jogador que estava no banco de reservas foi injusto. “Acho que o Garib foi expulso, a expulsão do Garib foi injusta, porque o Garib até então nem estava na confusão”, declarou.
Apesar das reclamações, o treinador preferiu não colocar a arbitragem como protagonista depois de uma vitória fundamental para a campanha do Anápolis na Série C. “Acho que a diretoria também viu a atuação, acho que a gente tem que focar na nossa equipe”, completou.
