Influencer inscrita em programas sociais é presa após movimentar R$ 144 milhões com ‘tigrinho’

Influencer inscrita em programas sociais é presa após movimentar R$ 144 milhões com ‘tigrinho’

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A Polícia Civil de Roraima prendeu preventivamente a influenciadora digital Adrielly Viviany Araújo de Jesus, 29, nesta segunda-feira, 27, por suspeita de ser a organizadora de um esquema milionário envolvendo o “jogo do tigrinho” que a teria feito movimentar 144 milhões de reais entre 2023 e 2024, mesmo ela estando inscrita em programas sociais do governo federal.

Além dela, que possui 149 mil seguidores no Instagram, outras sete pessoas (sendo seis influenciadores) também foram detidas preventivamente por suspeita de envolvimento. Segundo a polícia, o grupo movimentou aproximadamente 260 milhões de reais em dois anos, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados.

Entre os alvos com mandados de prisão preventiva estão também:

  1. marido de Adrielly, Dione dos Santos Silva, 37;
  2. influenciadora Amanda Lourenço, 28;
  3. influenciador de Goiás Gildásio Cardoso, 25 — de 29 mil seguidores;
  4. influenciadora Laís Ramos Gomes da Silva, 31;
  5. influenciador Patrik Adhan, 27 — de 619 mil seguidores;
  6. comunicadora Raniely Carvalho, 39 — de 173 mil seguidores;
  7. influenciadora Vitória Reis, 26.

Outros investigados também foram alvos de medidas judiciais, como mandados de busca e apreensão em suas residências:

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  • Esteticista Juliana Lima do Nascimento, 23;
  • influenciadora Victoria Paixão, 26 — com 10,8 mil seguidores;
  • e o empresário do ramo automobilístico Ruissian Ferreira Braga Ribeiro, 28.

Segundo o delegado Eduardo Patrício, responsável pelas investigações, os investigados utilizavam a visibilidade digital que tinham para divulgar plataformas do chamado “jogo do tigrinho”, atraindo seguidores com promessas enganosas de ganhos fáceis. “As investigações demonstraram que havia uma atuação organizada, com uso estratégico das redes sociais para alcançar um grande número de vítimas. Trata-se de uma prática criminosa com elevado potencial de dano coletivo”, destacou. “Identificamos um crescimento patrimonial expressivo, com aquisição de veículos de luxo, imóveis e bens de alto padrão, o que reforça os indícios de lavagem de dinheiro”, completou.

A operação policial, intitulada Mantus (associado ao mundo subterrâneo e às forças ocultas da mitologia etrusca), foi feita após uma investigação que durou cerca de 18 meses, tendo iniciado em setembro de 2024, e revelou o esquema estruturado, com forte atuação nas redes sociais, para crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro.

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Além das prisões, os agentes da DERCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos) cumpriram onze mandados de busca e apreensão, sequestro de bens móveis e imóveis e bloqueio de valores que podem chegar a 68 milhões de reais nas contas bancárias e em carteiras de investimentos dos investigados.

Os mandados de busca e apreensão e de prisão foram expedidos pela Vara de Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro, após manifestação favorável do Ministério Público. “As investigações seguem em andamento, com possibilidade de novas fases da operação”, disse Eduardo Patrício.

Todos os presos foram conduzidos às unidades policiais responsáveis pelo cumprimento dos mandados, onde foram devidamente interrogados pelos delegados que atuaram na operação.

Após os procedimentos legais, os investigados permanecem à disposição da Justiça e estão sendo apresentados em audiência de custódia nesta terça-feira (28).

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