Fifa faz vista grossa para torcida do Irã

Fifa faz vista grossa para torcida do Irã

Dentro do Estádio de Los Angeles, nesta segunda-feira, 15, no jogo entre Irã e Nova Zelândia, a bandeira pré-revolucionária iraniana — com o leão e o sol no centro, proibida pela Fifa por ser considerada manifestação política — estava em todo lugar: nas arquibancadas, nas mãos, nas camisetas.

A organização do torneio havia declarado oficialmente que o símbolo não poderia entrar no estádio, a ponto de o caso ter chegado aos tribunais horas antes da partida. O juiz Curtis A. Kin, da Corte Superior do Condado de Los Angeles, negou o pedido liminar de um grupo que contestava a proibição, argumentando que a liberdade de expressão tem limites quando se trata de um ator privado em propriedade privada. A Fifa, porém, não fez cumprir sua própria regra. Dezenas de bandeiras e camisetas com o leão circularam livremente pelo estádio sem qualquer intervenção da segurança.

O que também ficou evidente dentro do estádio foi que os temores de que a diáspora iraniana de Los Angeles — a maior comunidade iraniana fora do Irã — fosse torcer contra o próprio time não se confirmaram. Apesar de a federação de futebol itraniana ser acusada por parte da oposição de funcionar como marionete do regime dos aiatolás, a torcida majoritariamente iraniana vibrou com cada lance do time, com gritos, bandeiras e emoção genuína. Quando o juiz apita o início do jogo, o futebol, ao menos por 90 minutos, se sobrepõe política.

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