‘Eu nem queria’, diz Garotinho sobre candidatura ao governo do Rio

O ex-governador Anthony Garotinho afirmou que não pretendia disputar novamente o governo do Rio de Janeiro, mas decidiu entrar na corrida eleitoral após receber, segundo ele, pedidos de diferentes setores da sociedade. Em entrevista ao programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, o pré-candidato do Republicanos também comentou seu desempenho nas pesquisas, respondeu às críticas sobre sua trajetória política, falou da definição do vice e fez ataques a adversários.
Como Garotinho avalia sua entrada na disputa?
Logo no início da entrevista, Marcela Rahal observou que Garotinho ingressou na disputa na reta final e já aparece entre os primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto. Questionado sobre a possibilidade de crescer mesmo carregando desgaste político, o ex-governador afirmou que sua rejeição não é elevada e defendeu sua trajetória pública. “A história que eu carrego é uma história de luta. Eu não cometi nenhum crime, ao contrário, eu denunciei vários criminosos e corruptos no estado do Rio de Janeiro e sou vítima disso.”
Segundo Garotinho, os processos que enfrentou tiveram motivação política e fazem parte da vida pública.
O que Garotinho disse sobre alianças e a escolha do vice?
Durante a entrevista, o ex-governador comentou a perda do apoio da Democracia Cristã, legenda que abrigava o então indicado a vice, o coronel Venâncio Moura. Para ele, a mudança ocorreu por articulação do adversário Eduardo Paes. “Ele foi em cima do partido, não para ajudar o partido, mas para me prejudicar.”
Garotinho afirmou que Venâncio Moura permanecerá na coordenação da campanha na área de segurança pública, embora não possa mais integrar a chapa como candidato a vice.
Questionado pela repórter Rayssa Motta sobre quem ocupará a vaga, disse que havia quatro nomes em análise e que a indicação caberia ao partido, sem confirmar nenhum deles. Também mencionou que a composição da chapa deveria observar as regras da legislação eleitoral relacionadas à participação feminina.
Como Garotinho vê o cenário da campanha?
Ao comentar o andamento da eleição, Garotinho afirmou que acredita estar apenas no início de sua trajetória na disputa. Ele ressaltou que entrou recentemente na corrida eleitoral e comparou seu tempo de campanha ao de Eduardo Paes. “O Eduardo Paes é candidato sozinho há pelo menos um ano. Eu sou candidato, não tem nem uma semana.”
Na avaliação do ex-governador, sua entrada tardia na disputa não impede crescimento nas intenções de voto ao longo da campanha.
O que ele disse sobre a gestão interina do Estado?
Questionado sobre a administração interina do desembargador Ricardo Couto, Garotinho afirmou que as primeiras medidas anunciadas tiveram como objetivo combater desperdícios e irregularidades na máquina pública.
Segundo ele, iniciativas para conter desvios de recursos, revisar obras, demitir funcionários fantasmas e extinguir estruturas sem funcionamento são positivas. Também afirmou que o magistrado vinha atuando com postura institucional. “Por enquanto, ele tem se comportado como um magistrado, não como o torcedor dessa ou daquela candidatura.”
Por que Garotinho decidiu voltar a disputar o governo?
No encerramento da entrevista, Marcela Rahal perguntou por que o ex-governador desejava voltar ao comando do Estado. Garotinho respondeu que, inicialmente, não tinha intenção de disputar a eleição. “Na verdade eu nem queria.”
Segundo ele, a decisão foi tomada após receber pressão de diferentes setores da sociedade para voltar à política estadual, principalmente diante da situação da segurança pública.
Ao justificar a candidatura, Garotinho citou indicadores de criminalidade e afirmou que o Rio enfrenta um cenário de expansão das facções criminosas. Em seguida, fez críticas aos adversários, associando-os a grupos políticos que, segundo ele, mantêm ligação com organizações criminosas.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
