Janela de transferências movimenta quase 6 bilhões de euros; Inglaterra lidera gastos

As principais ligas de futebol do mundo já movimentaram cerca de 6 bilhões de euros (34,5 bilhões de reais) em contratações na atual janela de transferências, mesmo com a recente disputa da Copa do Mundo. Os dados são do Transfermarkt.
Veja o ranking das dez ligas que mais gastaram até o momento:
- Inglaterra — € 1,93 bilhão
- Itália — € 777,6 milhões
- Alemanha — € 476,3 milhões
- Espanha — € 420,9 milhões
- França — € 304,4 milhões
- Turquia — € 239,7 milhões
- Segunda divisão inglesa — € 209 milhões
- Portugal — € 208 milhões
- Arábia Saudita — € 183 milhões
- Bélgica — € 92,7 milhões
Na Europa, o prazo para registro de novos atletas vai até 1º de setembro.
Quatro das cinco contratações mais caras da janela envolvem clubes da Premier League:
- Morgan Rogers — Aston Villa para o Chelsea: € 138 milhões
- Elliot Anderson — Nottingham Forest para o Manchester City: € 135 milhões
- Sandro Tonali — Newcastle para o Tottenham: € 108 milhões
- Mateus Fernandes — West Ham para o Tottenham: € 99 milhões
- Anthony Gordon — Newcastle para o Barcelona: € 80 milhões
No Brasil, a janela de transferências abriu oficialmente em 20 de julho, e apresenta ritmo mais lento: até agora, foram movimentados € 53 milhões (cerca de 315 milhões de reais), valor abaixo do registrado em temporadas anteriores e que coloca o Campeonato Brasileiro na 13ª posição entre as ligas que mais gastaram. O prazo para inscrição de novos jogadores no país vai até 11 de setembro.
Para Moises Assayag, diretor-sócio da Channel e especialista em finanças do futebol, as principais ligas europeias já operam com maior volume financeiro, o que amplia o poder de investimento dos clubes. “A diferença de volumes de recursos movimentados entre os mercados está diretamente relacionada à capacidade de geração de receitas, atual e às perspectivas de geração futura de cada mercado individual”, explica ele. Enquanto isso, no mercado brasileiro as negociações são mais condicionadas pela liquidez disponível — hoje baixa entre os principais clubes — e por oportunidades de custo-benefício.
