Espanha mostra ao mundo que França não é invencível
A Espanha chegou à final da Copa pela segunda vez na história com uma vitória incontestável contra a França, que fazia uma campanha brilhante e agradável aos olhos do telespectador que aprecia o bom futebol.
Não foi o jogo duro e disputado que todos esperavam. Os espanhóis dominaram do começo ao fim, sem margem para dúvidas. Foi uma aula construída a partir do meio de campo, com grandes atuações de Rodri, Fabian Ruiz e Dani Olmo.
O domínio foi tão absoluto que, até os 35 ou 40 minutos do segundo tempo, quando o desespero bateu, a França sequer tinha conseguido acertar um chute no alvo. Os locutores de antigamente diriam que o goleiro Unai Simón sequer tinha sujado o uniforme.
Até a semifinal, era uma Copa impressionante de Michael Olise, Kylian Mbappé e Ousmane Dembelé. Nenhum dos três jogou bem. Olise inclusive foi substituído no meio do segundo tempo, porque provavelmente consumiu a paciência toda do técnico Didier Deschamps.
Outro ponto de desequilíbrio foi a atuação do lateral-esquerdo espanhol Marc Cucurella, que anulou o lado mais forte da França, o direito, onde jogam Dembelé e Olise. Com o detalhe de que o cabeludo jogou amarelado desde o começo do primeiro tempo.
A Espanha não tem um destaque individual incontestável. Lamine Yamal, que poderia sê-lo, jogou “apenas” no mesmo nível dos colegas. Mas demonstrou um alinhamento coletivo que nenhuma outra seleção mostrou na Copa até agora.


