O diretor da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, John Ratcliffe, viajou para Moscou nesta terça-feira, 25, para se reunir com autoridades russas, segundo informações da agência de notícias Reuters e do portal Axios, que citaram fontes anônimas.
De acordo com a Reuters, o governo de Donald Trump pediu, na semana passada, que a Ucrânia não lançasse ataques aéreos perto de Moscou, São Petersburgo ou territórios no norte da Rússia. A solicitação também contemplava dias específicos desta semana: segunda, 24; terça, 25; e quarta-feira, 26. Como justificativa, os EUA afirmaram que um funcionário do alto escalão do governo americano estaria voando para a capital russa em alguns dias.
A visita mais recente de um chefe de espionagem dos EUA à capital russa foi a do antecessor de Ratcliffe, William Burns, que conversou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em novembro de 2021. Desde então, não houve nenhum encontro oficial entre o Kremlin e a agência de inteligência americana.
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O motivo da visita ainda é desconhecido e a viagem não foi confirmada por autoridades americanas ou russas. Questionado sobre o tema durante entrevista coletiva diária, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu não “dispor dessa informação”.
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Mais cedo, dados do site de monitoramento de voos Flightradar24 indicavam que um avião militar americano havia decolado da Letônia com destino ao aeroporto de Vnukovo, em Moscou. A aeronave partiu inicialmente no domingo da base aérea de Andrews, situada perto de Washington e utilizada para deslocamentos de funcionários de alto escalão, até Riga, capital da Letônia. O mesmo avião deixou a capital russa na tarde desta terça-feira.
Nas últimas semanas, especulou-se em várias ocasiões sobre uma possível viagem à Rússia dos enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, embora nenhuma data tenha sido confirmada. Peskov afirmou nesta terça-feira que não estava prevista nenhuma reunião no Kremlin com representantes do governo dos Estados Unidos nesta semana.
Rússia e Irã
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Na segunda-feira 24, os Estados Unidos ameaçaram impor sanções a países, bancos e empresas que mantenham relações comerciais com Teerã, numa tentativa de ampliar o isolamento financeiro do país e acelerar o fim da guerra que já se aproxima de seis meses.
A Rússia mantém uma estreita relação com o Irã, que já forneceu armamento ao Kremlin para a guerra contra a Ucrânia. Em março deste ano, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter provas “irrefutáveis” de que Moscou continuava fornecendo inteligência ao Irã em meio à guerra no Oriente Médio.
No final de julho, os serviços de inteligência dos Estados Unidos afirmaram à Reuters que estavam investigando se Moscou havia fornecido informações de direcionamento de alvos ou tecnologia avançada de drones ao Irã em ataques contra instalações da CIA no Oriente Médio ocorridos em março.
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De acordo com quatro fontes do governo americano ouvidas pela agência, a investigação ainda não chegou a uma conclusão definitiva sobre um eventual envolvimento da Rússia, mas funcionários da inteligência dos Estados Unidos avaliam que a precisão e a eficácia dos ataques, somadas ao histórico de cooperação militar entre Rússia e Irã, levantam suspeitas de que o Kremlin possa ter contribuído para as operações.
Moscou nega fornecer tal assistência e afirma estar pronta para ajudar a resolver o conflito entre os EUA e o Irã.