Haddad diz que segundo turno em SP é ‘matematicamente inviável’ e admite desafio eleitoral

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, reconheceu nesta terça-feira, durante sabatina de VEJA, o tamanho do desafio de sua candidatura diante da liderança do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas pesquisas. Para o petista, a configuração atual da disputa torna impossível uma segunda etapa da eleição.
“Temos só dois candidatos e matematicamente inviável o segundo turno, porque está polarizado em torno de dois nomes”, afirmou Haddad. Segundo ele, além da polarização, o cenário é dificultado pela adesão do centrão à candidatura de Tarcísio — movimento que, na avaliação do ex-ministro, não se repetiu na eleição presidencial.
Haddad disse que pretende concentrar sua campanha em temas como educação, segurança e saúde, áreas que, segundo ele, tiveram retrocessos nos últimos anos. “É muito desafiador”, resumiu.
Apesar do cenário, o petista afirmou que pretende usar os próximos 50 dias para tentar mudar a percepção do eleitorado sobre a situação do estado. Haddad também criticou a gestão de Tarcísio nas contas públicas e afirmou que o governador teria transformado superávit em déficit e reduzido investimentos.
Segundo Haddad, a estratégia será levar ao eleitor informações sobre áreas que considera prioritárias e apostar no debate sobre os resultados da atual gestão. “Se eu tiver oportunidade de levar ao conhecimento das pessoas o que de fato está acontecendo com essas áreas, eu penso que nós podemos ter um belo debate nos próximos 50 dias”, afirmou
