Direita e esquerda disputam espaço nas ruas

Direita e esquerda disputam espaço nas ruas

Política

Embate começou antes da manifestação, na disputa pela Avenida Paulista

Direita irá realizar manifestação na Avenida Paulista | Foto: Agência Brasil

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O Dia do Trabalhador deste ano terá uma inversão inédita nos atos de 1º de Maio em São Paulo: grupos de direita tomam a Avenida Paulista enquanto centrais sindicais e movimentos de esquerda se concentram na Praça Roosevelt, numa disputa simbólica que já antecipa o clima das eleições de outubro de 2026.

Na Paulista, a convocação é do grupo Patriotas do QG, aliado a A Voz da Nação e Marcha da Liberdade, com ato marcado para as 11h em frente à Fiesp. O mote é o apoio ao senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência, a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas ao Supremo Tribunal Federal. A autorização foi concedida pela Polícia Militar com base no critério cronológico de solicitação, o que gerou contestação das centrais sindicais, que tiveram o pedido negado.

Na Roosevelt, a partir das 9h, Intersindical, CTB e o movimento Vida Além do Trabalho pautam a reeleição de Lula, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate ao feminicídio e a redução dos juros. Estão confirmadas as presenças da ex-ministra Marina Silva, da deputada Erika Hilton e do deputado Orlando Silva.

A fragmentação geográfica dos atos reflete uma mudança política mais ampla. Para o professor do Insper Leandro Cosentino, ouvido pelo Estadão, a presença exclusiva da direita na Paulista é um sinal de que a rua deixou de ser território reservado à esquerda e passou a ser alvo de disputa permanente entre os campos políticos.

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