Ciro diz que “se tivesse juízo” não disputaria Presidência, mas adia decisão para maio

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB) afirmou em um evento na manhã deste sábado (25) que, “se tivesse juízo”, não voltaria a disputar a Presidência da República, mas disse que só tomará uma decisão definitiva sobre uma possível candidatura em maio. A declaração reforça o cenário de indefinição do político para as eleições de 2026.
Segundo Ciro, há um conflito pessoal entre a razão e a disposição de voltar à disputa eleitoral. O ex-governador tem sinalizado que, apesar de avaliar que não deveria se candidatar novamente, ainda considera a possibilidade, dependendo do cenário político. Como o convite foi feito por Aécio Neves, presidente do PSDB, Ciro disse que, por respeito, precisaria levar em consideração uma nova candidatura à Presidência.
Nos bastidores, a definição deve levar em conta fatores como pesquisas eleitorais e a configuração da disputa nacional. O cenário para 2026 ainda está em formação e deve envolver a reorganização de diferentes forças políticas, o que pode influenciar diretamente a decisão do ex-ministro.
Ciro já disputou a Presidência da República quatro vezes, em 1998, 2002, 2018 e 2022. Nas últimas eleições, ficou fora do segundo turno, o que ampliou as dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral em uma nova tentativa.
Em declarações recentes, ele tem evitado descartar completamente uma candidatura, mantendo o futuro em aberto. A fala também ocorre em meio a um histórico de idas e vindas sobre o tema, alternando momentos em que sinaliza saída da política nacional e outros em que admite permanecer no debate eleitoral.
A expectativa agora é que a decisão seja anunciada nas próximas semanas, em meio à movimentação de pré-candidaturas para 2026.
