A missão chinesa que busca gelo em uma das regiões mais frias da Lua

A missão chinesa que busca gelo em uma das regiões mais frias da Lua

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Na próxima semana, a China colocará em curso uma de suas missões espaciais mais complexas até o momento, chamada Chang’e 7. Seu objetivo principal é buscar, no Polo Sul da Lua, água congelada escondida em regiões que não recebem luz solar. A missão será não tripulada, e terá como “agentes” principais um módulo de pouso, um rover e uma sonda “saltitante”. 

A missão sairá do espaço de lançamento Wenchang, na província de Hainan. A nave Chang’e 7 estará ligada ao topo de um foguete Longa Marcha 5, com itens que vão além dos rovers e incluem instrumentos científicos como analisadores de água, câmeras e radares. A região de pouso ainda não está completamente definida, já que assim que a nave estiver em órbita, ela deve examinar a região lunar para encontrar o melhor espaço de pouso. Um desses locais é a cratera de Shackleton, depressão no solo lunar que fica permanentemente coberta por uma sombra. 

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A missão é uma grande marca para o futuro espacial da China, país que cada vez mais concorre com outras nações como os Estados Unidos, grande expoente das viagens espaciais, em especial por causa de suas empresas privadas que atuam no ramo. A nação asiática tem como objetivo construir uma presença permanente na Lua, similar ao que a Nasa pretende realizar com a Moon Base. De acordo com informações da agência Reuters, a China pretende levar novos humanos ao satélite antes de 2030 e construir uma estação espacial de pesquisa com a Rússia até 2035. 

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A decisão pelo Polo Sul lunar como espaço de pesquisa não vem por acaso. Por causa de suas depressões e tamanhos, as crateras do solo lunar que estão dentro da região não foram tocadas pela luz solar por bilhões de anos. Por essa razão, pesquisadores acreditam que elas funcionam como grandes geladeiras, cheias de água antiga e outros compostos provavelmente congelados. Por lá, as temperaturas podem chegar a -203ºC, de acordo com a Nasa. 

A procura pela água em solo lunar acontece por causa do grande avanço tecnológico das missões espaciais, e pela necessidade de prover água para as futuras bases lunares que devem ser construídas no satélite durante os próximos anos. A água, além de saciar a sede, pode servir como fonte de oxigênio e de propelentes para foguetes. 

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As crateras, por serem íngremes, tornam a exploração espacial mais difícil. Exatamente por isso a China leva dentro do grupo de robôs uma sonda “saltitante”. Esse tipo de robô será equipado com um analisador de água, e tem a capacidade de pular como forma de locomoção. Com essa habilidade, ele consegue explorar com facilidade o ambiente rochoso lunar. 

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Além da China, países como os Estados Unidos, a Índia e a Rússia também tem como objetivo chegar ao Polo Sul lunar. Destes, apenas a Índia chegou à região. O feito aconteceu em 2023, com a missão Chandrayaan-3. Outras máquinas da Nasa, da Agência Espacial Europeia e do Japão também devem chegar à região lunar no que já se tornou uma corrida pela água congelada do satélite. 

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