Marvel é criticada por suspeita de uso de IA em arte de ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’

Marvel é criticada por suspeita de uso de IA em arte de ‘Homem-Aranha: Um Novo Dia’

Uma imagem de Homem-Aranha: Um Novo Dia virou centro de uma discussão que vai muito além do próprio filme. Não por revelar um novo vilão, entregar um detalhe da história ou mostrar uma versão inédita do uniforme de Peter Parker, mas por uma razão bem mais atual: alguns fãs acreditam ter encontrado sinais de inteligência artificial em uma das artes do longa-metragem.

A ilustração polêmica faz parte do livro oficial de arte do filme e recebeu o título de “Big City, Little Spider” (Grande cidade, pequena aranha). Criada pelo artista Scott McInnes, ela apresenta o Homem-Aranha diante da imensa paisagem de Nova York — uma imagem que, à primeira vista, parece seguir o caminho tradicional das artes de desenvolvimento cinematográfico. 

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O uso controverso da tecnologia virou pauta quando os fãs começaram a olhar para o fundo da composição da imagem. Com isso, Prédios, escadas de incêndio e até veículos passaram a ser examinados com maior atenção, com distorções em alguns elementos.

O que chamou mais  atenção é a representação de dois veículos que parecem se sobrepor de forma estranha, criando uma distorção caraterística de erros frequentemente encontrados em imagens produzidas por sistemas generativos de inteligência artificial. 

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McInnes, responsável por “Big City, Little Spider”, já trabalhou em grandes produções de Hollywood, incluindo projetos da Marvel e do universo do Homem-Aranha da Sony. Entre seus créditos estão Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, Guardiões da Galáxia, Gladiador 2, Wonka e Barbie.

A repercussão acontece em meio a cortes nas equipes de arte da Marvel, que atingiram profissionais de áreas como ilustração, design e arte conceitual. Embora o estúdio não tenha relacionado as demissões à IA, as mudanças reacenderam o debate sobre o impacto da tecnologia nessas funções. 

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Apesar da desconfiança do público, não existe, até o momento, uma confirmação pública da Marvel Studios de que a tecnologia tenha sido utilizada na produção de “Big City, Little Spider”. Apenas pela análise da imagem, é difícil afirmar se houve geração da imagem ou de itens que por IA, ou se as distorções apontadas são fruto de um erro humano. 

Marvel já enfrentou outras acusações

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Nos últimos anos, a inteligência artificial deixou de ser uma discussão distante sobre o futuro de Hollywood e passou a fazer parte do processo de produção de filmes, séries e campanhas de divulgação. A Marvel, inclusive, já esteve no centro dessa conversa ao adotar o uso da tal IA generativa em algumas de suas obras.

Em 2023, Invasão Secreta gerou uma forte reação ao utilizar imagens produzidas com inteligência artificial em sua sequência de abertura. O caso provocou críticas de artistas e espectadores e transformou a produção em um dos exemplos mais conhecidos do debate sobre o uso da tecnologia dentro dos grandes estúdios.

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Desde então, qualquer pequena inconsistência visual em uma produção da Marvel passou a ser observada com muito mais atenção.

Foi o que aconteceu novamente durante a campanha de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Algumas artes promocionais do filme também foram questionadas por fãs, que levantaram a possibilidade de utilização de IA. A Marvel Studios, no entanto, negou a utilização da tecnologia na divulgação do longa. Uma fonte de alto escalão do estúdio afirmou ao TheWrap que a empresa não havia recorrido à IA para a campanha.

A relação da Marvel com a inteligência artificial também chegou a um território muito mais delicado: a recriação digital de pessoas que já morreram.

A recriação digital de Stan Lee

Stan Lee, criador de Spider-Man, e uma das figuras mais importantes da história da Marvel, teve sua voz e imagem recriadas digitalmente em projetos oficiais do estúdio. O trabalho foi desenvolvido pela ElevenLabs em parceria com o Stan Lee Universe.

Através de sua plataforma de licenciamento de vozes, a ElevenLabs conecta empresas a detentores de direitos de personalidades famosas, onde o legado de uma das figuras mais icônicas dos quadrinhos e do cinema poderá ser licenciado oficialmente por outras empresas para a criação de produtos e experiências digitais. 

Entre as iniciativas anunciadas está o Stan Lee Book Club of the Month, no qual uma recriação artificial da voz de Lee é utilizada para narrar livros. O projeto prevê ainda outras experiências digitais inspiradas no criador.

 

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