A estratégia de Flávio Bolsonaro para tentar superar turbulências às vésperas da convenção

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Integrantes da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) orientaram o senador a adotar uma nova estratégia diante da avalanche de notícias ruins que têm atingido o parlamentar nas últimas semanas e a poucos dias da convenção que confirmará seu nome como candidato do PL na disputa pelo Planalto.
O senador foi aconselhado a responder às acusações feitas por seus adversários, intensificar as críticas ao governo Lula, seu principal oponente, reforçar o discurso de que é vítima de perseguição do Supremo Tribunal Federal (STF) e concentrar o debate sobre segurança pública.
A avaliação dos auxiliares é que isso vai ajudar Flávio Bolsonaro a recuperar seu desempenho nas pesquisas de votos, nas quais o senador tem perdido força, principalmente entre eleitores de direita não bolsonaristas.
No último levantamento divulgado pela Quaest, o filho do ex-presidente aparece em desvantagem em relação a Lula em um eventual segundo turno. O parlamentar tem 37% das intenções de voto, oito pontos a menos que o petista .
Desde que foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato ao Planalto no fim do ano passado, Flávio enfrenta a desconfiança de aliados do partido. Muitos questionavam a capacidade do parlamentar em consolidar alianças e temiam que antigos problemas da vida pública de Flávio Bolsonaro comprometessem o projeto presidencial da oposição.
Os problemas vieram. Primeiro foi a revelação da ligação do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a quem o candidato pediu dinheiro para financiar uma cinebiografia do pai.
Alguns dias depois, ele foi duramente criticado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em um vídeo divulgado na internet, no qual ela disse ter sido humilhada e maltratada pelo parlamentar.
Na segunda-feira passada, Flávio Bolsonaro foi proibido de visitar o pai, depois de ter divulgado uma carta escrita pelo ex-presidente.
Um dia depois, o senador também passou a ser alvo de ataques de aliados de Lula, acusado de ter incentivado o tarifaço americano sobre produtos brasileiros.
Para tentar reverter esse cenário, o filho do ex-presidente foi instruído a propor o debate sobre pautas relacionadas à segurança, como a redução da maioridade penal, a construção de presídios e a castração química de estupradores.
Os estrategistas acreditam que Flávio deve começar, desde já, a mostrar que Lula não tem propostas nessa área. Os institutos de pesquisa mostram que o tema está no topo das preocupações do eleitorado.
