Na Colômbia, direita assume a presidência e é recebida com atentados

Na Colômbia, direita assume a presidência e é recebida com atentados

Dois atentados ocorreram na Colômbia neste sábado, 8, primeiro dia do presidente Abelardo de la Espriella no cargo, membro do partido de direita Movimento de Salvação Nacional.

Nesta madrugada, um pedágio em construção próximo a Cali foi destruído com explosivos. O exército do país atribui o atentado às forças de Iván Mordisco, guerrilheiro procurado desde que se desvencilhou do acordo de paz firmado entre o governo e as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), em 2016.

No X, antigo Twitter, Espriella rechaçou o ataque e escreveu que “atacar a infraestrutura do país é atacar o progresso, a mobilidade e a paz de milhões de colombianos”. Dirigindo-se aos perpetradores da explosão, cravou: “Não haverá refúgio, leniência ou impunidade. O Estado responderá com toda sua capacidade para reter o controle do território e derrotar quem quer instaurar medo. A Colômbia não se curvará ao terrorismo”.

Imagem fora do domínio Abril

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Além do ocorrido no pedágio, um policial foi morto em um ataque de drones a uma delegacia da cidade de Curumaní. Autoridades não apontaram quais os autores do assassinato, mas o presidente também os confrontou pelas redes sociais: “Este crime não ficará impune. Os responsáveis ​​serão encontrados e enfrentarão todo o peso da lei”, escreveu.

Quais as promessas de Abelardo de la Espriella?

Espriella foi eleito com base em um forte discurso contra o narcoterrorismo e a promessa de cessar diálogos pacíficos com os grupos armados que assolam o país. Ele teve 49,66% do eleitorado no segundo turno e desbancou o senador Iván Cepeda por uma margem de 250 000 votos. A posse ocorreu nesta sexta, 7, com cerimônia na cidade de Cali.

Espriella discursou durante o evento e se opôs aos argumentos de seus opositores, que contestam a legitimidade dos resultados da eleição: “As eleições que me deram este mandato ocorreram sob as mesmas regras, instituições e garantias que permitiram a eleição do governo que hoje chegou ao fim. Colocar em dúvida sua legitimidade é desconhecer a vontade soberana do povo colombiano”.

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