Como a decisão do Republicanos prejudica a estratégia de Flávio em duas frentes

A decisão do Republicanos de não declarar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro criou novos obstáculos para a campanha do senador, na avaliação do editor e colunista de VEJA, Diogo Schelp. Em participação no VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, ele afirmou que a neutralidade do partido traz consequências práticas para a disputa eleitoral.
“Isso cria mais alguns problemas para a campanha do Flávio Bolsonaro.”
Segundo Schelp, o primeiro impacto é sobre a propaganda eleitoral. Sem uma aliança com o Republicanos, o PL perde tempo de televisão e amplia a diferença em relação ao espaço reservado ao presidente Lula.
Como a campanha perde espaço na propaganda eleitoral?
De acordo com o editor de VEJA, a ausência do Republicanos impede que Flávio Bolsonaro se aproxime do tempo de TV da chapa adversária.
“Sem a aliança com o Republicanos, o Flávio Bolsonaro vai ter menos tempo de TV do que Lula. Ele vai ter 20% menos de TV.”
Na avaliação de Schelp, uma eventual coligação com o Republicanos permitiria uma distribuição mais equilibrada do tempo de propaganda, considerada um ativo importante em uma campanha nacional.
Por que ficou mais difícil encontrar uma vice?
O comentarista apontou que a neutralidade do Republicanos também afeta a montagem da chapa. Segundo ele, Flávio Bolsonaro já manifestou o desejo de escolher uma mulher para a vice-presidência, estratégia voltada à ampliação do eleitorado feminino.
Nesse cenário, Daniella Marques aparecia como a principal alternativa. “A Daniella Marques era justamente a opção mais forte até o momento. Então não vai ser mais ela.”
Schelp lembrou ainda que a possibilidade de contar com Tereza Cristina também deixou de existir, reduzindo significativamente as opções fora do PL.
Quais caminhos restam ao PL?
Com menos alternativas para compor a chapa, o partido passa a considerar nomes da própria legenda. Entre as mulheres, Diogo Schelp citou Júlia Zanatta e Bia Kicis, mas observou que ambas possuem um perfil político mais identificado com a ala ideológica do partido.
“As opções que se colocam para ele numa chapa puro-sangue do PL entre as mulheres acabam sendo de políticas que têm um perfil mais radical, que é justamente o que ele talvez não queira demonstrar nessa campanha.”
Diante desse cenário, o nome de Rogério Marinho passa a ser cogitado como possível vice, o que, segundo o editor, faria a campanha abandonar a estratégia de lançar uma mulher na chapa para ampliar a identificação com o eleitorado feminino.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do telejornal VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
