A atitude de Flávio no caso Michelle que ‘caiu bem’ para eleitor, segundo CEO de instituto de pesquisa

A atitude de Flávio no caso Michelle que ‘caiu bem’ para eleitor, segundo CEO de instituto de pesquisa

O embate entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, que poderia representar um desgaste eleitoral para o parlamentar, acabou produzindo um efeito diferente do esperado. Em entrevista ao VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal, Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirmou que a postura adotada por Flávio após as críticas “caiu bem” entre parte do eleitorado e ajudou a preservar sua competitividade na disputa presidencial. (este texto é um resumo do vídeo acima)

Segundo Tokarski, a divulgação do vídeo de Michelle ocorreu poucos dias antes da realização da nova rodada da pesquisa BTG, o que permitiu medir eventuais impactos eleitorais do episódio. Apesar das expectativas de analistas de que a crise pudesse afetar o senador, especialmente entre mulheres, isso não se confirmou.

O que agradou os eleitores?

Para Tokarski, o principal fator foi o tom da reação de Flávio. Em vez de adotar confronto direto, o senador escolheu uma resposta conciliadora.

“Ele não teve uma reação virulenta de ir para o confronto”, afirmou o CEO da Nexus. Segundo o analista, Flávio negou as acusações, mas manteve postura moderada ao dizer que, caso tivesse agido da forma apontada por Michelle, pediria desculpas.

Na avaliação do especialista, essa resposta foi percebida como sinal de moderação e humildade. “Ele foi de certa maneira humilde”, disse.

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Onde apareceu esse efeito?

O impacto positivo não foi generalizado, mas apareceu em segmentos específicos do eleitorado. Tokarski destacou que o crescimento de Flávio ocorreu principalmente entre homens e entre um grupo classificado pela pesquisa como “bolsonaristas alternativos”.

Trata-se de eleitores que rejeitam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que não são bolsonaristas ideológicos. Ainda assim, aceitam apoiar candidatos ligados ao campo conservador.

Esse grupo representa 9% da população e, segundo Tokarski, concentrou quase todo o avanço recente do senador nas intenções de voto.

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Lula x Flávio: os eleitores que devem decidir a disputa

A disputa segue aberta?

Apesar de Lula continuar na liderança, o levantamento mostra um cenário mais apertado no segundo turno. O petista aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro.

Tokarski definiu o cenário como um retorno à polarização de 2022. “A gente está vivendo um Fla-Flu político”, afirmou. Segundo ele, a eleição deve ser decidida por um contingente de 20% de eleitores não polarizados — grupo menos fiel e mais suscetível a mudanças de voto.

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Para o CEO da Nexus, é justamente nesse eleitorado volátil que episódios como o embate entre Michelle e Flávio podem produzir maior impacto. Até agora, porém, o senador saiu da crise em posição melhor do que se previa.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual VEJA em Foco (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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