Câncer de rim: diagnóstico precoce eleva chance de cura
Especialista do Einstein em Goiânia destaca sinais de atenção, fatores de risco e avanços nos tratamentos para o tumor renal
O Dia Mundial do Câncer de Rim, que ocorre sempre na terceira quinta-feira de junho, chama a atenção para uma doença de evolução silenciosa, frequentemente descoberta de forma incidental, durante exames realizados por outros motivos. Quando identificada precocemente, no entanto, as chances de cura podem superar 90%, além de permitir tratamentos menos invasivos.
Nas fases iniciais, o câncer renal costuma não apresentar sintomas. Quando surgem, os principais sinais de alerta incluem sangue na urina, dor persistente na região lombar, perda de peso sem causa aparente, cansaço excessivo e febre recorrente. Segundo Antônio Flávio Rodrigues, urologista do Einstein em Goiânia, a ausência de sintomas nos estágios iniciais exige atenção redobrada à saúde e reforça a importância dos check-ups regulares.
“O câncer de rim é, na maioria dos casos, um carcinoma de células renais que se desenvolve de forma lenta e sem sintomas nas fases iniciais. Hoje sabemos que grande parte dos diagnósticos ocorre ‘por acidente’, em exames de imagem. Só que, quando o tumor está restrito ao rim, a cirurgia costuma ser altamente eficaz e pode ser curativa. Por isso, identificar a doença antes de ela se disseminar faz toda a diferença no desfecho do paciente”, explica o médico.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença incluem tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, histórico familiar de câncer renal e idade avançada. Pessoas com doença renal crônica ou que realizam diálise por períodos prolongados também apresentam maior probabilidade. O diagnóstico geralmente é realizado por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.
O tratamento varia de acordo com as características do tumor e o estágio da doença, podendo envolver cirurgia convencional, cirurgia robótica, imunoterapia, terapias-alvo e procedimentos minimamente invasivos. O médico explica que, nos últimos anos, os avanços tecnológicos têm ampliado as possibilidades terapêuticas e contribuído para uma recuperação mais rápida. “Em casos selecionados, técnicas menos invasivas permitem preservar parte da função renal e reduzir o tempo de internação”, pontua.
O Einstein em Goiânia oferece uma linha completa de cuidado para o câncer de rim, com diagnóstico avançado e tratamento personalizado para cada paciente. A jornada começa com exames de alta precisão, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia especializada, que auxiliam na identificação do tumor, no estadiamento da doença e na definição da melhor estratégia terapêutica. O atendimento é realizado por uma equipe multidisciplinar, que reúne urologistas, oncologistas, patologistas e profissionais de suporte, garantindo uma abordagem integrada em todas as etapas do tratamento.
Entre as opções terapêuticas estão as cirurgias robóticas minimamente invasivas, como a nefrectomia parcial robótica, que permite a retirada do tumor com preservação do rim sempre que possível, favorecendo a recuperação mais rápida e a manutenção da função renal. Para casos selecionados, também está disponível a ablação tumoral, técnica guiada por imagem que destrói o tumor por calor ou frio extremo, sem a necessidade de cirurgia convencional. Conforme a necessidade de cada paciente, o tratamento pode ainda incluir imunoterapia, terapia-alvo e outros recursos oncológicos modernos.
Para o especialista, além do acompanhamento médico, a adoção de hábitos saudáveis desempenha papel fundamental tanto na prevenção quanto na identificação precoce da doença. “Evitar o tabagismo, manter o peso adequado, praticar atividades físicas regularmente e controlar doenças como hipertensão e diabetes são medidas importantes para a saúde dos rins. Da mesma forma, os exames periódicos ajudam a detectar alterações ainda em estágios iniciais, quando as chances de sucesso no tratamento são maiores”, ressalta Antônio Flávio.
Sobre o Einstein em Goiânia
O Einstein em Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo, inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo ortopedia e pediatria, UTI, serviço de transplante de medula óssea, rins e fígado. Possui atendimento pediátrico completo, cobrindo desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de ci urgia robótica de Goiás, com mais de 2 mil procedimentos realizados até o primeiro trimestre de 2026. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 15 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região.
