Bebê de 3 dias é salva após engasgo em Goianápolis
Uma bebê de apenas três dias foi salva após engasgar com leite materno na noite de terça-feira (18), em Goianápolis, a cerca de 40 km da capital. Helena chegou desacordada à Base Descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com alteração na tonalidade da pele e sem reação. O pai chegou ao local cerca de 30 segundos após a família acionar o 192, onde o socorrista Daniel Bruno iniciou os procedimentos de desengasgo e a criança voltou a respirar.
A família acionou o Samu pelo telefone 192 e recebeu orientações do médico da Central de Regulação, em Anápolis. Enquanto o atendimento era orientado por telefone, os familiares levaram a criança até a base do serviço. Segundo Daniel, o intervalo entre a ligação e a chegada da bebê foi muito curto.
“Depois da ligação da base reguladora, em 30 segundos o pai chegou à base. Só deu tempo de abrir o portão. [A bebê] já estava molinha. Então, naquele momento, a gente sabia que precisava agir rápido, porque ela já estava há um certo tempo desacordada”, relatou Daniel.
O socorrista explicou que a equipe iniciou as manobras de desengasgo e, depois, verificou se as vias aéreas estavam livres. “Foi questão de segundos. O tempo era primordial, principalmente porque era uma criança de apenas três dias e já estava desacordada. A gente realizou as manobras, conseguiu desobstruir as vias aéreas e, depois disso, foi necessário conferir se estava tudo limpo e acalmar também a criança e os familiares”, afirmou.
Após a intervenção, a equipe do Samu levou Helena para o Hospital Municipal de Goianápolis. Daniel permaneceu com a recém-nascida durante a avaliação médica. “Chegamos ao hospital com a criança e ficamos juntos até a avaliação médica, para confirmar que ela estava bem após os exames clínicos. Depois da avaliação e dos cuidados da equipe do hospital, ela recebeu alta”, disse.
Caso marcou socorrista
Daniel trabalha na área da saúde há mais de dez anos e já havia atendido outras ocorrências envolvendo engasgos. O episódio desta terça-feira teve um peso diferente para ele por causa da idade da criança.
“Já havia passado por situações parecidas, mas nunca com uma criança tão nova como essa. Era uma bebê de apenas três dias de vida. Isso me marcou muito porque, quando realizei os outros resgates, eu ainda não era pai. Hoje sou pai de um bebê de um ano, então, depois que a ocorrência terminou e eu vi que ela estava bem, foi impossível não me emocionar”, contou.
Como agir em caso de engasgo de bebês?
O socorrista orienta que familiares acionem imediatamente o Samu pelo 192 quando um bebê apresentar sinais de engasgo e sigam as instruções dadas pelo profissional durante a ligação. Se a criança ainda consegue tossir ou chorar, a orientação é observar e evitar intervenções desnecessárias. Quando o bebê não consegue respirar, chorar ou tossir e começa a ficar mole ou mudar de cor, a situação exige atendimento imediato.
Daniel reforça que alguns comportamentos podem agravar o quadro. “A primeira coisa é ligar para o 192 e seguir a orientação do profissional. Não se deve colocar o dedo na boca da criança às cegas, não pode sacudir o bebê, segurá-lo pelos pés ou oferecer água, leite ou qualquer outro líquido. Também não se deve fazer a manobra de Heimlich na barriga de um recém-nascido”, explicou.
Para bebês de até um ano, as manobras de desengasgo são específicas. Conforme a orientação repassada pelo socorrista, a criança deve ser posicionada de bruços sobre o antebraço, com a cabeça mais baixa que o corpo, para receber cinco tapas firmes nas costas, entre as escápulas. Depois, deve ser virada de barriga para cima para a realização de cinco compressões no centro do peito com dois dedos. O procedimento deve seguir as orientações do profissional do 192.
Mesmo quando o engasgo é revertido, a criança precisa passar por avaliação médica, principalmente quando se trata de um recém-nascido. Foi o que ocorreu com Helena, que permaneceu sob os cuidados da equipe do Hospital Municipal de Goianápolis antes de receber alta.
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