Pastora diz para mulheres pararem de orar por maridos que batem
IGREJA
(O Globo) A pregação da pastora Helena Raquel no 41º Congresso Internacional de Missões dos…
Pastora pede para evangélicas ‘pararem de orar’ por maridos agressores: ‘Quem agride mata’ (Foto: Reprodução)
(O Globo) A pregação da pastora Helena Raquel no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Camboriú (SC), pedindo para que mulheres evangélicas alvos de violência doméstica denunciem os seus respectivos agressores, viralizou nas redes sociais ao longo deste final de semana. As declarações ocorreram no último sábado, e o vídeo compartilhado por ela já conta com 14,6 milhões de visualizações.
Helena Raquel possui 1,7 milhão de seguidores nas redes. Ao compartilhar o momento da pregação, ela escreveu que “não existe unção que justifique abuso”, além de afirmar que a igreja “não pode mais” se omitir sobre o tema.
— Para de orar por ele (marido agressor) hoje. Deus me trouxe aqui para usar os minutos que todos os pregadores no Brasil gostariam de usar para salvar sua vida da morte. Para de orar por ele hoje, e comece a orar por você — afirmou a pastora, no Gidões, em discurso aplaudido de pé pelos fiéis.
Por ter crescido em “lar cristão”, a líder religiosa afirmou ter o “saber empírico” que, nas igrejas, as mulheres costumam ser orientadas a não expor as violências para “preservar” os autores e não “escandalizar” os casos. Ela defendeu que as vítimas denunciem os agressores em delegacias especializadas — indicou o “Ligue 180”, da Central de Atendimento à Mulher (Ministério das Mulheres), e o “Disque 100”, canal do Ministério dos Direitos Humanos dedicado à denúncias de violações.
— Você, a partir de agora, precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia em uma delegacia de apoio à mulher ou qualquer outra. Você precisa, com urgência, ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro. Por último: não acredite no pedido de desculpas, porque quem agride, mata. Saia daí — completou Helena Raquel na pregação.
Nas redes, após repercutir o posicionamento, ela afirmou que líderes e pastores que “oprimem e matam” não são autoridades religiosas. De acordo com a pastora, o “silêncio nunca foi a vontade de Deus” já que “pecado não se protege”.
O post recebeu milhares de comentários de mulheres em apoio. “Você salvou a vida de muitas mulheres com essa pregação”, escreveu uma internauta. “Religiões sempre salvaram vidas, esse sim é o papel de uma pastora ou qualquer liderança religiosa”, publicou outra. Influenciadores cristãs também repercutiram o posicionamento e publicaram comentários em apoio à Helena Raquel.
