O principal critério para 84% das empresas ao efetivar estagiários

O principal critério para 84% das empresas ao efetivar estagiários

A efetivação de estagiários está menos ligada ao currículo e mais ao comportamento do jovem no trabalho. Pesquisa nacional encomendada pelo CIEE ao Instituto Locomotiva mostra que 84% das empresas valorizam mais a abertura ao aprendizado do que o domínio técnico na hora de contratar jovens em definitivo.

O levantamento ouviu 260 profissionais de RH responsáveis por programas de estágio e indica uma mudança de foco no recrutamento. Disciplina, pontualidade, postura profissional, proatividade e alinhamento cultural aparecem à frente das habilidades técnicas, vistas como requisitos básicos, mas não decisivos.

Para Carolina Tonussi, gerente de pesquisa do Instituto Locomotiva, trata-se de um reflexo da velocidade das transformações no mercado de trabalho. “Num mercado tão dinâmico, com novas ferramentas surgindo o tempo todo, o interesse por aprender e as habilidades sociocomportamentais se tornam mais relevantes, inclusive mais do que o domínio técnico, principalmente para quem está no início de carreira”, diz.

O peso do nome da faculdade diminuiu. “O que antes era uma seleção voltada para a bagagem técnica passa a olhar para o potencial de aprender. Mais do que a faculdade que a pessoa fez, importa a predisposição para aprender continuamente.”

Esse interesse por aprender não fica só no campo dos estagiários, de acordo com a pesquisa. “A liderança também precisa ter abertura para aprender e desenvolver esses jovens”, afirma Tonussi. O estudo mostra que 63% dos profissionais de RH acreditam que gestores muitas vezes não conseguem dar atenção suficiente ao desenvolvimento dos estagiários, e 85% defendem treinamento específico para líderes.

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Estagiários que trabalham em modelo presencial são percebidos como candidatos mais fortes à efetivação, mas Para 78% das empresas, o desenvolvimento do estagiário depende mais da liderança do que do formato presencial ou remoto. Há um descompasso entre expectativa dos jovens e prática das empresas: 85% dos programas ainda são totalmente presenciais, embora 55% dos profissionais de RH reconheçam que os estudantes preferem formatos flexíveis. Mesmo assim, 83% acreditam que o presencial aumenta as chances de efetivação.

A pesquisa aponta também que  68% das empresas contratam estagiários sob demanda, sem programas contínuos, e apenas 32% mantêm programas estruturados ao longo do ano. Entre essas empresas, a rotatividade é o principal problema, citado por 26%. Em 17% dos casos, os estagiários desistem porque a bolsa e as condições não são atrativas ou difíceis de conciliar com os estudos.

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