Zema defende anistia aos condenados do 8 de Janeiro: ‘Não cometeram crime’

Zema defende anistia aos condenados do 8 de Janeiro: ‘Não cometeram crime’

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O ex-governador de Minas Gerais e presidenciável Romeu Zema (Novo) afirmou que não acredita que os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 em Brasília cometeram crimes. A declaração foi dada por ele durante sabatina na TV Globo na noite desta segunda-feira, 24.

“Na minha opinião, comete crime quem leva o crime adiante. Quem fez, pensou ou até idealizou, mas não levou [adiante], para mim, não cometeu crime”, disse.

Logo após a declaração, Zema foi lembrado de que houve um total de 1.400 condenados no Supremo Tribunal Federal (STF) por uma soma de sete crimes diferentes:

  1. Tentativa de abolição do estado democrático de direito;
  2. Golpe de estado;
  3. Dano qualificado;
  4. Associação criminosa;
  5. Incitação ao crime;
  6. Organização criminosa armada; e
  7. Deterioração do patrimônio tombado.

Ainda assim, Zema insistiu em sua posição e criticou o sistema judiciário, afirmando que o STF deu decisões políticas e não realmente justas.

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“Não existe na história da humanidade uma tentativa de golpe ou um golpe de Estado que tenha sido um movimento de vandalismo, de depredação, como aquele que aconteceu em janeiro de 2023. Eu darei anistia [aos condenados pelo STF] ou, pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial (…). Deve-se punir pela depredação, pelo vandalismo. Teve tiro disparado? Não teve nenhum movimento. Na minha opinião, foi um julgamento nitidamente político (…) O que temos no Brasil hoje são tribunais que estão fazendo mais política do que propriamente justiça”, declarou o candidato.

A fala foi feita em nítido aceno à base eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro — cerca de 30% da população –, que espera receber anistia e poder ter seus direitos políticos restabelecidos. Mesmo assim, o político mineiro tentou se mostrar como um defensor da democracia: “Eu sou totalmente democrata. Fui eleito pela urna eletrônica, confio na urna eletrônica, que poderia ser melhorada, se tivesse [voto] impresso, mas confio”, completou.

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Saúde e vacinação contra surtos

Da mesma forma, ao ser questionado sobre sua contrariedade à vacinação obrigatória de crianças, Zema tentou se mostrar como um defensor da ciência, apesar de manter sua posição contra a obrigatoriedade.

“Eu tomei todas as vacinas da Covid-19, acredito na ciência, recomendo que tomem. Em Minas Gerais, eu recomendei que as crianças tomassem, mas eu não posso permitir que uma família ou uma criança seja perseguida porque alguém não tomou a vacina. Eu tenho em mim essa questão de que ser obrigatório, de transformar em um crime isso, não é o que pode acontecer em um país democrático”, disse.

O candidato foi lembrado de que a eficácia de proteção de vacinas é diretamente proporcional à quantidade de pessoas que são vacinadas. Diante disso, ele explicou ver a função do governo no incentivo, não na obrigação. “O papel do governo é fazer campanhas de conscientização, é vacinar o maior número de pessoas possível, porque, caso contrário, podemos ter um surto (…). O que eu quero é que o governo vá atrás de bandido, não de quem falou que não concorda com a vacina. É um direito em um país democrático”, continuou Zema.

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*Texto em atualização

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