Zelensky anuncia saída de primeira-ministra como parte de ampla reforma governamental

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou neste domingo, 12, a renúncia da primeira-ministra Yulia Svyrydenko como parte de uma ampla reforma governamental. Ela estava há quase um ano no cargo. No X, antigo Twitter, Zelensky afirmou que as mudanças atingirão o Gabinete dos Ministros, o principal órgão executivo do país, que é comandado pelo novo premiê — que ainda não teve o nome divulgado. Ele agradeceu Svyrydenko pelo serviço prestado, mas apontou para uma necessidade de “renovação”.
“Sou grato a Yulia por seu trabalho claro, estável e eficaz como Primeira-Ministra, por anos de trabalho efetivo na equipe da Ucrânia, e propus que ela liderasse uma nova direção importante nas relações com um parceiro-chave”, escreveu Zelensky. “Espero que, juntamente com os parlamentares, realizemos as substituições adequadas no governo da Ucrânia. Haverá também mudanças na composição dos chefes das agências de segurança pública.”
Em publicação separada, Svyrydenko que discutiu com Zelensky “os desafios que o nosso país enfrenta, as mudanças necessárias para fortalecer o trabalho do Governo e as nossas relações com os parceiros internacionais”. Ela agradeceu ao presidente pela “confiança” e disse ter “orgulho de ter tido a honra de liderar o Governo durante um dos períodos mais difíceis da história moderna da Ucrânia”. A agora ex-premiê também salientou que está à disposição para “servir o Estado ucraniano” em outra frente.
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“Sou grata a toda equipe do Governo por servir o país em meio a desafios extraordinários. Juntos, visitámos todas as partes do nosso notável país, com especial atenção às regiões da linha da frente. Tomámos decisões extremamente difíceis sob intensa pressão, suportámos o inverno mais rigoroso e nunca permitimos que o inimigo parasse o coração do nosso Estado – a sua economia”, afirmou ela.
“O Presidente e eu também discutimos os nossos próximos passos. Permaneço pronto para servir o Estado ucraniano e cumprir todas as tarefas destinadas a fortalecer a posição da Ucrânia, a defender os nossos interesses nacionais e a aproximar uma paz justa”, acrescentou.
As mudanças ainda precisam ser aprovadas pelo Parlamento, que costuma dar sinal verde a Zelensky desde o início da guerra contra a Rússia, em fevereiro de 2022. Nas últimas semanas, a Ucrânia tem sido incendiada por ataques aéreos russos. No início deste mês, Moscou lançou o maior ataque com drones e mísseis contra a capital ucraniana, Kiev, desde o início da invasão, deixando 30 mortos e mais de 90 feridos, segundo serviços de resgate ucranianos.
Enquanto isso, a Ucrânia intensificou sua ofensiva para atingir as rotas de abastecimento russas na Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. Depois de ampliar os ataques ao corredor terrestre que liga a Rússia à península, Kiev passou a atacar também as rotas marítimas no Mar de Azov. Também bombardeou instalações ligadas ao setor de petróleo no sul da Rússia na madrugada da última sexta-feira, 10, provocando incêndios em uma refinaria e em depósitos de combustível.
