Zander presta esclarecimentos na Delegacia Estadual de Combate à Corrupção às 15h
DECCOR
Justiça manteve a prisão temporária do ex-secretário
Zander presta esclarecimentos na Delegacia Estadual de Combate à Corrupção às 15h (Foto: Divulgação)
O ex-secretário de Cultura de Goiânia e vereador, Zander Fábio (Podemos), preso na terça-feira (26) durante a Operação Cultura Em(Cena), presta esclarecimentos na Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) às 15h desta quinta-feira (28). Esta informação foi confirmada pelo advogado do político, Marcelo Di Rezende. A corporação investiga um suposto esquema de desvio de R$ 1,5 milhão em contratos da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).
Ainda na terça-feira, a Justiça manteve a prisão temporária de Zander. Além dele, foram presos Welton da Silva Nogueira e Jean de Jesus Magno Lima e Silva, diretor e presidente de um clube na capital. O juiz Pedro Guarda também manteve os dois investigados detidos. Segundo o magistrado, os pedidos de revogação/relaxamento da prisão temporária ou a substituição por prisão domiciliar (Zander) e liberdade provisória (Welton e Jean) ocorreram “sem documentação suficiente apta a amparar as teses defensivas”.
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Com os mandados de prisão, a Polícia Civil cumpriu 13 ordens judiciais de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Equipes miraram o escritório do ex-vereador Leandro Sena, no setor Novo Horizonte, em Goiânia. Até o momento, não foram divulgadas acusações formais contra o ex-parlamentar nem detalhamento sobre o material recolhido.
O advogado Marcelo Di Rezende disse que o magistrado não era competente para atuar no caso, pois havia um juiz prevento, uma vez que existia outra investigação. “Solicitamos, mas ele não quis apreciar o pedido [de incompetência].” Segundo ele, o ex-secretário está à disposição das autoridades. Ele também alegou que, até o momento, não teve acesso à investigação. “Então, estamos de mãos e pés atados.”
O Mais Goiás tenta contato com as demais defesas. Esta matéria poderá ser atualizada.
Esquema
A investigação apura suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados a eventos culturais realizados durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz. De acordo com a PC, as investigações identificaram indícios da existência de uma associação criminosa formada por agentes públicos e particulares para direcionamento de recursos destinados à realização de eventos culturais e exposições de carros antigos.
SAIBA MAIS:
O montante sob apuração chega a aproximadamente R$ 1,5 milhão, distribuído em 41 operações financeiras realizadas ao longo de 2024. As empresas que receberam os recursos, conforme a corporação, não apresentaram estrutura operacional compatível com os contratos firmados e teriam ligação com os responsáveis pela entidade organizadora dos eventos.
A suspeita é que parte do dinheiro retornasse aos investigados por meio de pagamentos diretos e indiretos, inclusive para despesas particulares. As diligências seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia.
