Vereador Zander Fábio é preso por supostos desvios na prefeitura de Goiânia
INVESTIGAÇÃO
Foram presos um vereador, além de dois empresários. Um ex-parlamentar também entrou na mira da PC
Ex-secretário de cultura na gestão Rogério Cruz e atual vereador, Zander Fábio – (Foto: reprodução)
Um vereador e outros agentes públicos de Goiânia estão entre os alvos da operação deflagrada na manhã desta terça-feira (26) pela Polícia Civil (PC), que apura desvios na Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Goiânia. Um deles é o ex-secretário da pasta na gestão Rogério Cruz e atual parlamentar, Zander Fábio (Podemos). O político foi preso durante uma missa na Igreja Matriz de Campinas.
LEIA TAMBÉM
Além dele, também foram presos Elton da Silva Nogueira e Jean de Jesus Magno Lima e Silva, diretor e presidente de um clube na capital. Todos são investigados por associação criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro no esquema que desviou R$ 1,5 milhão da prefeitura por meio de serviços e contratos sem licitação.
Além dos mandados de prisão, a PC cumpriu ainda 13 ordens judiciais de busca e apreensão em Goiânia e Aparecida de Goiânia. Equipes, inclusive, miraram o escritório do ex-vereador Leandro Sena, no setor Novo Horizonte, em Goiânia. Até o momento, não foram divulgadas acusações formais contra o ex-parlamentar nem detalhamento sobre o material recolhido.
A Justiça também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e determinou a proibição de contratação com o poder público. O Mais Goiás tenta localizar a defesa dos envolvidos.
Esquema
A investigação apura suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados a eventos culturais realizados durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz (PA). De acordo com a PC, as investigações identificaram indícios da existência de uma associação criminosa formada por agentes públicos e particulares para direcionamento de recursos destinados à realização de eventos culturais e exposições de carros antigos.
O montante sob apuração chega a aproximadamente R$ 1,5 milhão, distribuído em 41 operações financeiras realizadas ao longo de 2024. As empresas que receberam os recursos, conforme a corporação, não apresentaram estrutura operacional compatível com os contratos firmados e teriam ligação com os responsáveis pela entidade organizadora dos eventos.
A suspeita é que parte do dinheiro retornasse aos investigados por meio de pagamentos diretos e indiretos, inclusive para despesas particulares. As diligências seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas ao longo do dia.
