Trio é preso suspeito de organizar evento falso em nome de marca de grife no CEL da OAB
DEIC
Principal acusada conseguiu convencer fornecedores a instalarem uma luxuosa estrutura no salão de festas, mesmo sem pagar nada adiantado
Trio é preso suspeito de organizar evento falso em nome de marca de grife no CEL da OAB (Foto: PCGO)
Três pessoas foram presas pela Polícia Civil na quarta-feira (18) em Goiânia, suspeitas de organizarem um falso evento em nome de uma grife europeia de alto luxo. O local escolhido para a festa, que já estava praticamente montada, foi o Centro de Esportes e Lazer (CEL) da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO), que fica às margens da BR 153, em Aparecida de Goiânia.
Mayara, segundo a polícia, é o primeiro nome da mulher que estaria à frente do golpe, e foi presa com o marido e a cunhada, que não tiveram as identidades reveladas. Mesmo sem pagar nada adiantado, ela conseguiu convencer fornecedores a instalarem uma luxuosa estrutura no salão de festas do CEL da OAB.
No início desta semana, porém, representantes de uma das empresas que participavam da preparação da cerimônia desconfiaram após a contratante não cumprir os prazos prometidos para os primeiros pagamentos e procuraram a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Os agentes, então, descobriram que o e-mail usado na negociação, cadastrado em nome de Frander Pierre, que se dizia portuguesa, e se apresentava como representante de uma famosa grife de bolsas e perfumes europeia, havia sido criado por Mayara, que há três anos mora com o marido e a cunhada em Goiânia.
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“Como já esteve na Europa, a Mayara tinha conhecimento de como funcionam estes eventos. Como tem um bom número de seguidores na internet, onde se apresenta como consultora de modas, ela decidiu criar algo semelhante por aqui, mas usando nomes de outra pessoa, e sem qualquer autorização da marca de bolsas e perfumes famosos”, destacou a delegada Lara Soares Francoso, do Grupo Especializado em Repressão ao Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Deic.
A polícia descobriu que, além da festa, Mayara também estava oferecendo a pessoas que queriam participar da festa bolsas que custam entre R$ 15 mil e R$ 30 mil. A polícia ainda não contabilizou o total de vítimas, mas acredita que há pessoas lesadas em todo o Brasil, fato que fez com que a DEIC liberasse a divulgação do nome e imagem da suspeita.
De acordo com a PC, “A divulgação da imagem e da identificação dos investigados foi realizada nos termos da Lei nº 13.869/2019, da Portaria nº 02/2020 – PC, e conforme despacho da autoridade policial responsável pela investigação, com fundamento na possibilidade de surgimento de novas vítimas e de informações sobre outros crimes eventualmente praticados pelos investigados”.
A reportagem do Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa de Mayara, mas o espaço está aberto, caso queiram se pronunciar.
