TH Joias é convocado para depor na CPI do Crime Organizado

O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado, confirmou a convocação do ex-deputado estadual do Rio, Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, para depor nesta quarta-feira, 25, no Senado, em Brasília. Durante a sessão desta terça-feira, 24, o parlamentar ressaltou a importância da oitiva para um entendimento mais profundo sobre os “tentáculos” do crime organizado que se infiltraram nas estruturas econômicas, financeiras e tecnológicas do país.
Segundo Contarato, um pedido foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-parlamentar deixe a unidade prisional onde está detido e compareça à CPI. No entanto, o senador não obteve resposta até o momento. “A presença do senhor Thiego aqui será imprescíndivel. Precisamos entender como o crime organizado se infiltra na economia formal e quais mecanismos são usados para mascarar praticas ilícitas”, destacou.
A CPI do Crime Organizado foi criada com o objetivo de apurar a atuação, expansão e o funcionamento de organizações criminosas em todo o país. A comissão busca investigar as condições de instalação e desenvolvimento de facções e milícias para encontrar soluções adequadas para enfrentá-las por meio da lei.
Envolvimento com facções criminosas
TH Joias foi preso em setembro do ano passado, acusado de tráfico internacional de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e fornecimento de armas ao Comando Vermelho. A investigação aponta que Thiego teria usado seu mandato para beneficiar o crime organizado, agindo para intermediar a compra e venda de drogas e armas para o Complexo do Alemão, uma das mais importantes favelas controladas pelo CV, na Zona Norte do Rio. Empresas ligadas ao ex-parlamentar eram usadas para lavagem de dinheiro da facção. Antes filiado ao MDB, ele foi expulso do partido após sua prisão. Em dezembro, TH Joias foi transferido de uma unidade prisional no Rio para o Presídio Federal de Brasília, onde permanece detido.
O ex-deputado nasceu no Morro do Fubá, comunidade pobre da Zona Norte, onde o pai era presidente da associação de moradores e trabalhava com compra e venda de ouro. A entrada na política se deu ao se aproximar de Marcos Falcon, então presidente da Portela, que concorria a uma vaga como vereador e foi assassinado poucos dias antes da votação.
