Subsídio do diesel vai custar R$ 43 milhões de reais por mês aos cofres de Goiás
ECONOMIA
Para evitar repasse ao consumidor, Estado garante subsídio de R$ 0,60 no diesel por dois meses
Iniciativa busca preservar o bolso do consumidor diante da alta global (Foto: Freepik)
O Governo de Goiás investirá R$ 43 milhões por mês para subsidiar o óleo diesel no Estado, em uma medida que visa conter a alta dos combustíveis e evitar o repasse imediato ao consumidor. O anúncio foi feito pelo governador Daniel Vilela (MDB), na terça-feira (31), em seu primeiro ato oficial após a posse na Assembleia Legislativa (Alego).
A iniciativa prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro, custeada em partes iguais, a R$ 0,60, entre a União e o Tesouro Estadual. A medida terá validade pelos próximos 61 dias, cobrindo todo o bimestre de abril e maio.
Com um custo anual que pode ultrapassar R$ 500 milhões, o subsídio funciona como uma trava contra a volatilidade do mercado internacional, influenciada por conflitos no Oriente Médio. “Vamos dar a nossa contribuição para que a população não seja ainda mais prejudicada com novos aumentos. Qualquer tipo de reajuste no diesel tem reflexo direto para os consumidores e é algo que não queremos”, afirmou Vilela, destacando a importância do combustível para o transporte rodoviário e a agropecuária.
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Equilíbrio fiscal e compensações
O governador classificou o impacto de R$ 43 milhões mensais como “significativo” e revelou estar em negociações com o Ministério da Fazenda para abater esse valor na dívida do estado com a União (Propag). “Estaremos nos próximos dias tentando conquistar e amenizar esse impacto fiscal”, explicou Vilela. Ele ressaltou ainda que, caso seja necessária a prorrogação da medida além de dois meses, o custo deverá ser assumido integralmente pelo governo federal.
A Secretaria da Economia monitorará mensalmente o mercado para avaliar ajustes no subsídio, cujas regras já constam no Diário Oficial. Segundo o governador, a adesão busca reduzir efeitos inflacionários e garantir a regularidade do abastecimento, “observando o caráter excepcional e temporário da medida”. Além de Goiás, outros 17 estados também aderiram à proposta para preservar a competitividade econômica e o poder de compra da população.
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