Sem ser favorito, Isaquias Queiroz conquista o mundo pela 8ª vez
O brasileiro Isaquias Queiroz, de 32 anos, fez história de novo na canoagem ao conquistar neste sábado (29) a medalha de ouro no Mundial de Poznan, na Polônia. O título veio na categoria C1 500m pela quinta vez na carreira, após vencer em 2013, 2014, 2018 e 2022. Com o tempo de 1m46s08, o baiano superou o tcheco Martin Fuksa e o chinês Bowen Ji, que estavam entre os favoritos na prova.
“Estou muito feliz, campeão mundial novamente. É continuar treinando porque o foco é Los Angeles. Hoje eu vim com tudo. não fizemos uma preparação ideal, longe de mim dar desculpas. Vida de atleta é assim, um ano a gente está bem, dois anos a gente está mal. Um dia ruim, um ano ruim, não quer dizer que eu seja ruim”, afirmou Isaquias, que comemorou no alto do pódio com o famoso Kamehameha, gesto de Dragon Ball que o consagrou nas Olimpíadas de Tóquio, quando homenageou o desenho japonês na terra dos animes.
Na categoria C1 1000m, Isaquias não conseguiu medalha, chegando na nona colocação. O atleta brasileiro destacou o quão desafiador foi competir com Fuksa, que também é campeão mundial na C1 500m.
“A gente se preparou como dava, sabíamos que o C1 1000m seria muito difícil competir com o Fuksa, admiro muito ele pela dedicação que tem nos treinamentos. Esse ano foi diferente, estou feliz com a medalha de ouro. O objetivo maior era somar a pontuação. A medalha que queríamos era essa do C1 500m e manter a pontuação máxima para não nos distanciarmos dos adversários. A gente continua em segundo lugar no ranking mundial”, disse o canoísta brasileiro.
Esta foi a 15ª conquista de Isaquias Queiroz em mundiais, sendo oito medalhas de ouro, uma de prata e seis de bronzes. “O Fuksa é campeão mundial nessa prova também, o chinês estava bem na temporada brigando comigo prova a prova. Foi pegado, tinha muito vento, ontem mudei a canoa. Foi uma estratégia boa, tentei acertar minha saída, consegui botar um ritmo bom, coloquei um ritmo mais tranquilo para descansar porque precisaria de energia no final para ser explosivo. Consegui o que queria, segurar um pouco e subir no final, quase dei uma desequilibrada ainda. O bom de fazer uma prova dessa e ganhar é por ser metade do C1 1000m, sabemos que mesmo sem treinar conseguimos ganhar”, concluiu.
