Saiba onde Trump já usou força militar neste mandato

Ler Resumo
A política externa do presidente Donald Trump, neste segundo mandato, é claramente marcada por um padrão de intervenções militares diretas. Até aqui, os EUA realizaram ataques ou operações com uso de força em seis países — o que reabre o debate sobre os limites do direito internacional. Do ponto de vista jurídico, a legalidade dessas ações é controversa. A Carta da Organização das Nações Unidas proíbe o uso da força contra a integridade territorial de Estados soberanos, exceto em casos de legítima defesa ou com autorização do Conselho de Segurança. No caso do Irã, por exemplo, não havia ameaça imediata, mas decisão de derrubada de um governo.
Washington sustenta que agiu sob o princípio da autodefesa preventiva e da proteção a seus cidadãos e aliados. Críticos, porém, afirmam que parte das operações — sobretudo em países onde não houve ataque direto prévio contra território americano — pode configurar violação do direito internacional e do princípio de soberania. O saldo é uma política externa baseada na projeção recorrente de poder militar, que amplia tensões geopolíticas e coloca os EUA no centro de um debate global, a medida que faz valer a regra da força. Abaixo, as cidades atacadas e as justificativas de Trump.
Somália: os primeiros bombardeios foram direcionados a posições do Estado Islâmico no norte do país. A Casa Branca justificou a ação como medida preventiva contra células responsáveis por planejar ataques contra interesses americanos e aliados regionais.
Iêmen: ataques aéreos e navais tiveram como alvo posições dos houthis, após ofensivas do grupo contra rotas comerciais no Mar Vermelho. Washington alegou proteção à navegação internacional.
Síria: bombardeios contra milícias jihadistas foram conduzidos após ataques que vitimaram militares americanos na região.
Nigéria: alvos ligados ao Estado Islâmico na África Ocidental foram atingidos sob a justificativa de conter a expansão do grupo extremista.
Venezuela: uma operação militar em Caracas resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, sob o argumento de combate ao narcotráfico e restauração democrática.
Irã: instalações estratégicas, inclusive associadas ao programa nuclear e a centros de comando em Teerã, foram bombardeadas em coordenação com Israel. A justificativa foi neutralizar ameaças à segurança regional.
