Risco de El Niño pode trazer inverno mais ameno

Risco de El Niño pode trazer inverno mais ameno

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As temperaturas globais podem voltar a subir em 2026 — e, em alguns períodos, superar os níveis já elevados registrados no ano passado. O principal fator por trás dessa projeção é o risco de formação do El Niño no oceano Pacífico. O fenômeno, conhecido pelo nome de criança que costuma “bagunçar” o clima do planeta, já mostrou sua força recentemente: em 2025, esteve associado a eventos extremos no Brasil, com chuvas intensas que deixaram o Rio Grande do Sul debaixo d’água em uma das maiores tragédias da história do estado, ao mesmo tempo em que provocou secas severas e queimadas em outras regiões do país.

As previsões partem das principais agências internacionais de monitoramento climático, como a NOAA e a Organização Meteorológica Mundial. Segundo a meteorologista Michelle L’Heureux, do Climate Prediction Center da NOAA, este é um período de “menor confiabilidade das previsões”, mas os modelos indicam aumento das chances de formação do El Niño no segundo semestre.

No momento, o planeta atravessa uma fase neutra do sistema climático do Pacífico, após a atuação recente da La Niña, que começou no ano passado e contribuiu para um leve arrefecimento das temperaturas globais. Esse padrão deve persistir ao longo do primeiro semestre de 2026, antes de uma possível transição. Caso o El Niño se confirme, a tendência é de novo aumento das temperaturas médias, especialmente no segundo semestre, com impacto variável entre as estações — em geral, invernos mais amenos e verões potencialmente mais quentes em diversas regiões.

Projeções do European Centre for Medium-Range Weather Forecasts indicam que, se o fenômeno se formar, há cerca de 98% de probabilidade de que ele seja de intensidade moderada. Na prática, isso significa um cenário de impactos relevantes, mas menos extremos do que os observados em episódios muito fortes. Um El Niño moderado ainda é capaz de alterar significativamente os padrões de chuva e temperatura: no Brasil, costuma favorecer volumes acima da média no Sul, com risco de eventos extremos, enquanto aumenta a probabilidade de períodos secos no Norte e no Nordeste. Em escala global, tende a elevar a temperatura média do planeta e a intensificar eventos climáticos, mas de forma mais distribuída e menos concentrada do que em episódios excepcionais.

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